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Gripen assume a defesa aérea de Brasília e aposenta o “veterano” F-5: entenda, modelo por modelo, o que muda no céu do Planalto

A Força Aérea Brasileira passou a empregar o F-39 Gripen em missões de alerta de defesa aérea na região de Brasília, função que por anos ficou associada ao F-5 modernizado.

Swedish military practice at the air base in Keflavik
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  • Caças suecos JAS 39 Gripen patrulham os céus ao redor da Islândia pela primeira vez, integrando a missão Arctiс Sentry da OTAN.
  • Seis caças suecos foram enviados para a missão, buscando fortalecer a presença da OTAN na região ártica e demonstrar firmeza diante de tensões com Washington e Moscou.
  • As aeronaves monitoram principalmente bombardeiros russos de longo alcance que partem da Península de Kola, no contexto de uma chamada de alerta na região.
  • A Base Aérea de Keflavík, na Islândia, recebe operações de policiamento aéreo da OTAN, em condições climáticas frias e ventosas semelhantes às do restante do Ártico.
  • Analistas ressaltam que o aumento de movimentação na região pode gerar riscos de incidentes acidentais ou escalada, com debates sobre a necessidade desse esforço.

A troca não é só “avião novo no lugar do antigo”. Ela muda como a FAB enxerga, identifica e reage a uma possível ameaça no espaço aéreo.

F-39 Gripen: o caça “digital” que vira padrão da FAB

O Gripen (versão E, monoposto, na FAB) é um caça multimissão projetado para trabalhar com sensores mais modernos e com integração de dados em tempo real. 

Isso dá ao piloto uma vantagem prática: ele costuma saber antes o que está acontecendo ao redor, com mais informação no painel e mais capacidade de compartilhar dados com outras unidades.

  • Sensores e consciência situacional
    O Gripen foi desenhado para operar com radar AESA e outros sistemas de detecção, além de recursos de guerra eletrônica, que aumentam a capacidade de localizar e acompanhar alvos. 

A própria FAB já descreveu o pacote do Gripen E/F citando radar AESA Raven e IRST como recursos do modelo.

  • Conectividade e “trabalho em rede”
    No conceito moderno de defesa aérea, não basta o caça ser rápido. Ele precisa estar conectado a radares, centros de comando e outras aeronaves para receber e repassar informação com agilidade.

Além do lado operacional, há um fator industrial e estratégico: o programa do Gripen inclui transferência de tecnologia, treinamento e cooperação com empresas brasileiras, com centenas de profissionais capacitados e participação de parceiros nacionais no desenvolvimento e na produção.

F-5M: o veterano que foi modernizado, mas tem limites de projeto

O F-5 é um caça de geração anterior. No Brasil, ele passou por uma modernização profunda (o chamado F-5M ou F-5EM), que estendeu a vida útil e melhorou bastante a capacidade de combate.

O que a modernização trouxe, segundo comunicação da própria FAB:

  • Novos sistemas eletrônicos
  • Radar multimodo
  • Capacidade de usar armamentos mais modernos
  • Modernização aplicada a dezenas de aeronaves

Mesmo assim, existe um limite inevitável: você pode atualizar aviônicos, sensores e integração, mas a plataforma continua sendo um projeto mais antigo, com restrições de arquitetura, crescimento e evolução que um caça mais novo não tem.

Por que essa troca importa justamente em Brasília

A defesa aérea do Planalto Central depende de um conceito simples: manter aeronaves prontas para decolar rapidamente, identificar um alvo suspeito e, se necessário, interceptar e escoltar.

Nessa missão, o ganho do Gripen está menos em “ser mais veloz” e mais em três vantagens objetivas:

  • Enxergar antes (sensores mais avançados)
  • Decidir melhor (mais dados no cockpit e integração)
  • Atuar com mais flexibilidade (multimissão, guerra eletrônica e evolução futura do sistema)

Em uma frase: qual é a diferença entre eles?

O F-5M é um caça veterano que foi modernizado para continuar relevante. O Gripen é um caça de última geração mais nova, pensado desde o início para operar como parte de um sistema conectado de defesa aérea, com sensores e guerra eletrônica mais avançados.

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