- Na quarta-feira, 4, o governo do Equador expulsou o embaixador de Cuba em Quito, Basilio Gutiérrez, e deu 48 horas para ele e toda a missão deixarem o país.
- A chancelaria não detalhou os motivos, classificando Gutiérrez como persona non grata e alegando base na Convenção de Viena.
- A medida ocorre poucos dias antes da reunião em Miami, no dia 7 de março, entre o presidente norte‑americano e governantes da região.
- As relações entre Equador e Estados Unidos vêm se fortalecendo desde 2023, com cooperação em segurança e combate ao tráfico de drogas.
- A decisão vem após o Equador já ter ordenado, na véspera, o fim das funções do embaixador cubano em Havana.
O governo do Equador expulsou o embaixador de Cuba em Quito, Basilio Gutiérrez, e determinou que ele abandone o país em 48 horas, junto com toda a missão diplomática cubana, conforme informou a chancelaria. A medida não detalhou os motivos.
A decisão ocorreu no contexto de tensão entre Quito e Havana e acontece um dia após o Equador ter revogado as funções do embaixador cubano em Havana, José María Borja. A chancelaria citou a Convenção de Viena para justificar a expulsão sem necessidade de explicação formal.
A expulsão é relevante porque ocorre pouco antes do encontro de alta importância entre o presidente norte-americano e líderes da região, marcado para Miami no dia 7 de março, incluindo governantes do Equador e de outros países.
Contexto internacional e impactos
Segundo a nota oficial, o Equador reconhece o direito de declarar persona non grata qualquer membro de uma missão diplomática, a qualquer tempo, com o prazo de 48 horas para a saída. A medida reforça o alinhamento entre Quito e Washington em áreas de segurança e cooperação.
Observações de analistas apontam que o endurecimento de políticas pode afetar relações bilaterais na região. Em 2023, Noboa aproximou-se de Washington, fortalecendo cooperação em combate ao tráfico de drogas e áreas de segurança.
A chancelaria cubana ainda não confirmou se há ações adicionais de Havana ou se os diplomatas cubanos no Equador tomarão contramedidas. Não houve divulgação de números sobre a totalidade da missão afetada.
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