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Guerra no Irã viola a Carta da ONU, afirma missão internacional

Missão independente da ONU condena ataques que violam a Carta da ONU; escola feminina em Minab foi alvo, com vítimas principalmente meninas de sete a doze anos

People mourn on the day of the funeral of the victims following a reported strike on a school in Minab, Iran, March 3, 2026. Amirhossein Khorgooei/ISNA/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS PICTURE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY. TPX IMAGES OF THE DAY REFILE – REMOVING ATTRIBUTION TO STRIKE
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  • A Missão Internacional Independente de Apuração de Fatos sobre o Irã da ONU condena ataques de Israel e dos Estados Unidos, bem como ataques retaliatórios do Irã, dizendo que violam a Carta da ONU.
  • A Carta da ONU proíbe o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado.
  • A missão expressou consternação com o ataque à escola feminina Shajareh Tayyebeh, em Minab, no sul do Irã, onde meninas entre sete e 12 anos teriam sido vítimas.
  • A investigação afirma que dezenas de milhares foram detidos, com relatos de tortura e pena de morte, e que manifestantes presos podem estar em risco caso haja novos ataques.
  • Um casal britânico preso no Irã descreveu explosões na prisão de Evin, enquanto a ONU aponta que o conflito pode durar semanas e envolve histórico de violações de direitos humanos.

A investigação independente da ONU sobre violações de direitos humanos no Irã condenou ataques realizados por Israel e pelos Estados Unidos, bem como os ataques retaliatórios do Irã na região. A conclusão afirma que tais ações violam a Carta das Nações Unidas.

A Carta da ONU proíbe o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer país. A missão descreveu os ataques de forma crítica, destacando desrespeito ao princípio de não uso da força.

A consternação da missão se estende ao ataque de sábado à escola feminina Shajareh Tayyebeh, em Minab, no sul do Irã, que resultou em vítimas, principalmente meninas entre 7 e 12 anos.

A investigação aponta que a população iraniana fica entre uma ampla campanha militar e um governo com histórico de violações de direitos humanos, sinalizando um ambiente de tensão contínua no país.

Dezenas de milhares foram detidos no Irã e enfrentam tortura e pena de morte, segundo o relatório. A repressão aos protestos que começaram em 28 de dezembro de 2015 é descrita como severa.

Os detidos, conforme o documento, podem estar em risco caso ocorram novos ataques envolvendo EUA ou Israel, elevando a preocupação com a segurança prisional e civil.

Um casal britânico preso no Irã relatou explosões na prisão de Evin e danos à ala onde estão mantidos, em meio ao agravamento do conflito regional. A comunicação também aponta que mortes de autoridades iranianas, incluindo o Líder Supremo, não são vistas como meio aceitável de se obter justiça.

Segundo a ONU, o direito internacional não admite violência para justificar mudanças políticas, e a situação atual no Irã exige observação e mecanismos de proteção aos direitos humanos.

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