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Lula pede menos armas e mais alimento ao criticar Trump na ONU

Lula cobra menos armas e mais alimentos durante evento da ONU sobre fome em Brasília, criticando Trump e a política norte-americana para Cuba e Gaza

Lula e Donald Trump. Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Jim Watson/AFP
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  • Lula participou da abertura de um evento da ONU sobre fome em Brasília, nesta quarta-feira, 4, durante a 39ª Sessão da Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe, que vai até sexta-feira, 6.
  • Em seu discurso, o presidente criticou o discurso militarista de Donald Trump e pediu menos gastos com armas e mais recursos para produção e distribuição de alimentos.
  • Lula citou Cuba e Haiti, afirmando que Cuba enfrenta fome e sugeriu que os EUA não ajudam Cuba por razões ideológicas, enquanto o Haiti, segundo ele, passa por fome e é dominado por gangues.
  • O chefe de Estado eleito também defendeu a ONU e a FAO, criticando o papel da ONU e acusando Trump de ceder ao fatalismo dos líderes de guerra.
  • O presidente mencionou um possível encontro com Trump nos próximos meses para tratar de comércio, segurança e narcotráfico, sem ainda definir data.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, participou nesta quarta-feira (4) da abertura da 39ª Sessão Regional da FAO para a América Latina e o Caribe, em Brasília. O evento da ONU reúne representantes de países da região para tratar de fome e segurança alimentar. Lula dirigiu críticas ao discurso militarista de Donald Trump e às políticas dos EUA voltadas a Cuba e Gaza, buscando redirecionar recursos para a alimentação.

Em seu discurso, o petista pediu que governos deixem de investir em armamentos e passem a priorizar a produção e distribuição de alimentos. Disse que a fome está ligada à invisibilidade dos pobres frente a máquinas burocráticas e pediu ações mais eficazes para reduzir o desperdício e ampliar o acesso a alimentos, especialmente em países com altos índices de vulnerabilidade.

Cuba e Haiti

Durante sua fala, Lula fez menções indiretas a Trump, com quem deve se reunir nos próximos meses, ainda sem data definida. O brasileiro comentou sobre a situação de Cuba, afirmando que o país enfrenta dificuldades alimentares e criticando a política dos EUA nesse campo, segundo ele, marcada por restrições de acesso a recursos básicos.

O presidente também citou o Haiti, ressaltando que o país enfrenta fome e enfrenta desafios com violência de gangues, segundo sua avaliação. Em tom crítico, questionou por que ajudar Cuba seria dificultado por motivações ideológicas, enquanto o Haiti fica próximo e, na visão dele, requerções urgentes de apoio humanitário.

Defesa da ONU

A abertura contou com a participação do diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, que veio ao Brasil para o evento. Lula elogiou a atuação da FAO e afirmou que a ONU tem sido cada vez mais desafiada por pressões internacionais, defendendo o papel da instituição no enfrentamento à fome global.

O presidente afirmou que a ONU não pode ceder a “fatalismo dos senhores das guerras” e destacou a importância do multilateralismo para soluções duradouras. Em suas palavras, a cooperação internacional deve priorizar alimentação, saúde e desenvolvimento humano, em vez de ações que aumentem conflitos.

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