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Viajantes presos no Golfo arriscam rota de retorno para casa

Passageiros retidos no Golfo aguardam confirmação de decolagem; muitos avaliam atravessar o deserto até Riade para tentar novo voo

Passengers look at flight information boards at Beirut–Rafic Hariri International Airport, following an escalation between Hezbollah and Israel, amid the U.S.-Israel conflict with Iran
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  • Passageiros presos nos estados do Golfo aguardam confirmação por telefone de partidas de seus voos de volta.
  • Alguns já começaram a jornada: James Gaskin, vindo da Índia, chegou a Istambul com a última perna a Manchester, após atrasos em Dubai.
  • Em Mumbai houve necessidade de envolver dois agentes de viagem e usar cartão corporativo para conseguir um assento.
  • Sem atualização de decolagem, um casal polonês em Doha considera viagem de carro, mais de seis horas até Riade, para tentar voar.
  • Enquanto aguardam, moradores de hotéis trocam informações e grupos discutem se vale tentar atravessar por terra ou esperar novos cancelamentos.

Stranded in Dubai, passageiros do Golfo aguardam apenas uma coisa: a confirmação por telefone de que seus voos de retorno irão decolar. Mesmo assim, poucos celebram até o avião sair da faixa de Emirados e deixar o espaço aéreo.

Em hotéis, estranhos trocam updates sobre reservas, enquanto grupos no Facebook discutem a possibilidade de fazer a viagem por terra para evitar novas cancelamentos em grandes hubs. A incerteza predomina.

Deirdre Amola, blogueira de viagens dos EUA, está entre quem ainda não sabe quando poderá voltar. James Gaskin, que seguia de Índia para a Inglaterra, chegou a Istambul com a última perna ainda pendente para Manchester.

Desfechos incertos e opções de rota

Gaskin relatou que, em Mumbai, não havia voo continuação disponível e precisou coordenar com duas agências de viagem, usando cartão corporativo para garantir a passagem. O trecho em Dubai também sofreu atrasos.

Após sair do espaço aéreo dos Emirados, houve alegria entre os passageiros, mas a sensação não se manteve para todos, que continuam sem previsão de saída.

Entre os casos reportados, Grzegorz Markiewicz e a esposa Malgorzata, com uma de suas três filhas, ficaram presos em Doha, a caminho de casa após um casamento na Austália. Ainda sem data de decolagem, estudam alternativas.

A família considera cruzar o deserto em mais de seis horas até Riade, na Arábia Saudita, onde alguns hóspedes já se moveram na expectativa de conseguir voos. A decisão depende de condições de estrada e segurança.

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