- A ofensiva entre Estados Unidos e Israel contra o Irã chega ao sexto dia, com ataques se expandindo pelo território iraniano e alvos de infraestrutura atingidos em Teerã, incluindo edifícios do governo e da presidência.
- O balanço divulgado aponta mais de 1.230 mortos no Irã até o momento; o Exército israelense informou nova ofensiva “ampla” contra o que chama de infraestrutura do regime.
- O conflito se estende além do Irã: houve ofensivas no Líbano, evacuação de milhares de pessoas em Beirute e ataques aéreos também reportados no Golfo e no território iraquiano.
- A União Europeia intensifica a mobilização, com França, Itália, França, Alemanha e Reino Unido aumentando presença militar na região; Espanha enviou a fragata Cristóbal Colón a Chipre, sem entrar em guerra.
- O estreito de Ormuz, rota-chave do petróleo, permanece fechado pela Guarda Revolucionária iraniana, contribuindo para a alta no preço do petróleo, com o barril Brent acima de 84 dólares.
Dois dias após o início da ofensiva coordenada entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, o conflito chega ao sexto dia com expansão de ataques e novas frentes. Teerã permanece sob forte bombardeio, enquanto Israel amplia operações no Líbano. O front norte e o Golfo também recepcionam ações de diferentes lados, aumentando a tensão regional.
O Irã permanece alvo constante, com várias infraestruturas consideradas estratégicas atingidas na capital Teerã. Autoridades iranianas apontam destruição de edifícios governamentais e avanços de ataques a infraestrutura do regime. O balanço de vítimas divulgado por agências locais supera 1.230 mortos no país, em meio a ataques aéreos descritos pela coalizão como defesa de alianças regionais.
Paralelamente, o conflito alcança o Líbano, com ações israelenses em áreas próximas a Beirute e ao norte do país. Autoridades libanesas relatam evacuções em diversos bairros e confrontos com desfechos com feridos e mortes. O grupo Hezbollah, aliado do Irã, intensifica participação desde o início da semana, ampliando a escalada no território vizinho.
Desdobramentos regionais
A guerra se expande para além do Oriente Médio, com relatos de ações militares no oceano Índico e ataques a navios na região. O Irã afirma ter atingido alvos no Golfo, enquanto a guarda revolucionária mira alvos estratégicos em zonas de influência de Estados Unidos e aliados. Países vizinhos relatam impactos em suas fronteiras após intervenções com mísseis e drones, elevando a tensão entre várias capitais.
A União Europeia avalia o envolvimento dos seus componentes na defesa de interesses regionais. França, Itália, Alemanha e Reino Unido estudam medidas militares e de proteção de zonas estratégicas, entre elas o estreito de Ormuz. A UE convoca reuniões de alto nível para tratar da escalada e das possíveis contingências humanitárias.
Repercussões políticas e humanitárias
No cenário espanhol, autoridades anunciaram envio de uma fragata a Chipre para proteção de bases e interesses da UE na região, objetivo de acompanhar a evolução do conflito sem indicar envolvimento direto na ofensiva. Internacionalmente, governos sinalizam apoio a evacuações de cidadãos de áreas de risco e cooperação para manter vias de trânsito seguras.
Economicamente, o estreito de Ormuz permanece sob controle iraniano, cortando uma rota-chave de exportação de petróleo. A incerteza sobre suprimentos pressiona o preço do petróleo, que volta a subir. A maioria das nações europeias depende menos do petróleo do Golfo e deve sentir impactos indiretos das oscilações de preço.
Entre na conversa da comunidade