- O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, elogiou a decisão de Emmanuel Macron de ampliar o arsenal nuclear francês, destacando que o guarda-chuva nuclear dos EUA permanece como garantia final da segurança europeia.
- Macron informou que a França pode aumentar seu arsenal nuclear e permitir que parceiros europeus alojem aeronaves francesas em missões de dissuasão, em resposta a dúvidas sobre a confiabilidade dos EUA.
- Rutte disse que a atualização da doutrina nuclear francesa dificulta a avaliação da dissuasão europeia pela Rússia e apoiou conversas sobre cooperação nuclear entre Paris e várias capitais europeias.
- A França e a Alemanha criaram um grupo diretivo nuclear para discutir questões de dissuasão, com participação potencial de Grécia, Polônia, Países Baixos, Bélgica, Dinamarca e Suécia em exercícios de guerra nuclear franceses.
- Rutte afirmou acreditar na total participação dos EUA na defesa da OTAN e no compromisso americano com a segurança europeia, reiterando que, para manter a segurança, é preciso um continente atlântico estável.
NATO lidera o comunicado ao afirmar que Macron planeja ampliar o arsenal nuclear francês, enquanto a proteção nuclear dos EUA continua como garantia final da segurança europeia. A declaração foi feita pelo secretário-geral Mark Rutte, em Bruxelas.
Macron anunciou, nesta semana, que a França aumentará seu arsenal nuclear e pode permitir que parceiros europeus utilizem caças franceses em missões de dissuasão. Verbalizou preocupações sobre a confiabilidade do guarda-chuva americano.
Rutte destacou que a atualização da doutrina nuclear francesa tornaria mais difícil para a Rússia avaliar a dissuasão europeia e comentou apoiar discussões de cooperação nuclear entre Paris e várias capitais europeias.
Ele ressaltou que a Europa não pode abrir mão da proteção dos EUA, minimizando dúvidas sobre o compromisso de Washington com a defesa europeia. O guardião supremo, segundo ele, continua sendo o próprio EUA.
“The ultimate, supreme guarantor” da forma de vida europeia, afirmou Rutte à Reuters, enfatizando a importância de o fluxo de defesa ser coordenado com Washington.
Em coletiva na base de submarinos, Macron disse que a reformulação da doutrina nuclear francesa ocorreu em transparência com Washington e complementa a missão nuclear da OTAN.
França e Alemanha já criaram um grupo diretor nuclear para discutir questões de dissuasão; cooperação concreta começa neste ano. Grécia, Países Baixos, Bélgica, Dinamarca e Suécia podem participar de exercícios de guerra nuclear.
Questionamentos sobre o comprometimento americano surgiram em meio a atritos recentes com a administração de Washington, além de pressões sobre gastos de defesa dos aliados europeus.
Mais cedo, incidentes envolvendo declarações de autoridades norte-americanas sobre operações militares provocaram críticas à postura europeia, em meio a debates sobre o papel de cada país na defesa coletiva.
Rutte reiterou à Reuters que não duvida do compromisso dos EUA com a OTAN e a segurança europeia, destacando a importância de um Atlântico seguro, uma Europa estável e o papel do Ártico para a defesa transatlântica.
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