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Maersk suspende viagens entre Europa e Oriente Médio

Com escalada do conflito no Golfo, Maersk cancela temporariamente as rotas entre Europa e Oriente Médio e entre Extremo Oriente e Oriente Médio

A guerra no Oriente Médio afeta as operações de empresas como a Maersk – foto: Segei Gapon/AFP
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  • A Maersk anunciou a suspensão temporária de duas rotas: FM1 (Extremo Oriente ao Oriente Médio) e ME11 (Oriente Médio à Europa), devido à escalada do conflito na região.
  • A empresa já havia suspenso qualquer reserva para partidas a partir do Golfo até new order.
  • A rota ME1, entre Oriente Médio e norte da Europa, deixará de fazer escala em Jebel Ali (Emirados Árabes), mas continuará a atender Índia e Omã.
  • O Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo, é uma passagem estratégica que concentra cerca de 20% do petróleo bruto e do gás natural liquefeito do mundo.
  • Dados da Bimco indicam que o fluxo de navios graneleiros pelo estreito caiu para menos de um terço nos primeiros três dias de março, em relação à semana anterior.

A Maersk, gigante dinamarquesa do setor de logística, anunciou na sexta-feira 6 a suspensão de duas rotas devido ao agravamento do conflito no Oriente Médio. A medida corta o tráfego entre a Europa e o Oriente Médio e entre o Oriente Médio e o Extremo Oriente. A decisão visa preservar a segurança de navegação na região.

A empresa explicou que a suspensão afeta o serviço FM1, que liga o Extremo Oriente ao Oriente Médio, e o serviço ME11, que conecta o Oriente Médio à Europa. A medida ocorre em um cenário de escalada de hostilidades na região.

Além disso, a Maersk informou a suspensão de qualquer reserva para viagens de e para o Golfo até nova ordem. Em rota complementar, o ME1 deixará de fazer escala em Jebel Ali, nos Emirados, mantendo, no entanto, serviço para Índia e Omã.

Mudança de rotas e impactos operacionais

O Estreito de Hormuz, passagem estratégica na entrada do Golfo Pérsico, é citado pela Maersk como parte do contexto que levou à decisão. A região concentra fluxos relevantes de petróleo e gás, reforçando a prudência adotada pela transportadora.

Dados de mercado indicam redução no tráfego na região. Entre os primeiros dias de março, o número de navios graneleiros que cruzaram o estreito caiu para menos de um terço em relação à semana anterior, conforme estimativas da Bimco.

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