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Países asiáticos adotam medidas para restringir gastos com petróleo

Países asiáticos adotam medidas para restringir o consumo de petróleo diante da crise no Oriente Médio, com Índia e Filipinas buscando alternativas de abastecimento

Imagem mostra um equipamento de medir pressão próximo a bombas de extração de petróleo nos arredores de Almetyevsk, na República do Tartaristão, Rússia 14/07/2025 Reuters/Stringer/Proibida reprodução
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  • Países asiáticos reduzem o consumo de petróleo diante do choque energético no Oriente Médio; Índia, Paquistão, Indonésia, Bangladesh e Filipinas já adotam medidas.
  • Filipinas, com quase todo o petróleo importado, pede menos uso de ar condicionado e menos viagens não essenciais; pode haver semana de trabalho de quatro dias.
  • Índia pode receber isenção para compra de combustíveis russos, para ajudar no abastecimento diante das dificuldades regionais.
  • Estados Unidos autorizaram, por um mês, a venda de petróleo russo para a Índia até 3 de abril de 2026, para manter o abastecimento global.
  • Japão busca proteger os consumidores, enquanto Tailândia procura novos mercados para óleo e gás natural.

O choque energético provocado pela crise no Oriente Médio começa a se refletir em países asiáticos. Índia, Paquistão, Indonésia, Bangladesh e as Filipinas já adotam medidas para restringir o consumo de petróleo, diante de dependências junto ao Estreito de Ormuz.

Nas Filipinas, onde quase todo o petróleo é importado, o governo pede menos uso de ar condicionado e redução de viagens não essenciais. Também surge a possibilidade de semana de trabalho de quatro dias.

Na Índia, há uma opção de isenção na compra de combustíveis russos, como resposta às pressões de abastecimento. O governo busca manter o suprimento de petróleo diante do cenário regional.

O Japão prioriza medidas de proteção aos consumidores, enquanto a Tailândia procura novos fornecedores de óleo e gás natural para reduzir riscos de ruptura no abastecimento.

Medidas regionais

Os Estados Unidos aprovaram, nesta quinta-feira, por um mês, a entrega de petróleo russo sob sanções à Índia. A autorização vale até 3 de abril de 2026, para assegurar o abastecimento global.

O Tesouro americano informou que a exceção não traz benefícios financeiros ao governo russo, limitando-se a transações de petróleo já bloqueado no mar. A medida não alcança petróleo iraniano.

Desde 2022, EUA, União Europeia e G7 têm imposto pacotes de sanções ao setor petrolífero russo para reduzir o financiamento da guerra na Ucrânia. A Índia mantém compras de petróleo russo, mesmo sob restrições, tornando-se um dos principais destinos.

A medida busca aliviar pressões sobre o mercado de energia diante da escalada geopolítica.

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