- Hazony e outros nacional-conservadores defendem a Ucrânia como nação, mas a reação na conferência foi morna e sem aplausos de pé.
- Em junho de 2022, Hazony e oito signatários lançaram o documento National Conservatism: A Statement of Principles, defendendo a soberania nacional, autogoverno e alianças defensivas contra imperialismos.
- Nos anos seguintes, Hazony e colegas ficaram silentes sobre a Ucrânia, com alguns se opondo a apoio militar ou financeiro.
- Líderes da MAGA, como J. D. Vance e outros, foram hostis à Ucrânia, influenciando a posição de amplos setores da direita; mudanças recentes incluem debates sobre extremismo e críticas a figuras como Tucker Carlson.
- Pesquisas de opinião indicam apoio à Ucrânia entre eleitores de Trump e independentes, sugerindo possível recuo ou novo posicionamento pró-Ucrânia no espectro natcon/MAGA com as próximas eleições.
O debate entre conservadores nacionais e a defesa de Kyiv expôs um paradoxo. Mesmo diante da agressão russa, defensores de identidade nacional não deram apoio maciço à Ucrânia nos primeiros anos de guerra e, em alguns casos, se mantiveram distantes ou céticos. A discussão ganhou força após a invasão de 2022, quando Hazony criticou a Rússia e elogiou a Ucrânia, mas o clima dentro do movimento permaneceu ambíguo.
Em 2022, Hazony discursou em Bruxelas defendendo o direito de cada nação de seguir seus próprios interesses e reconhecendo a Ucrânia como Estado sob ameaça. O pronunciamento, though, não converteu em aplausos fortes, recebendo respostas mornas entre parte dos conservadores.
Contexto e documentos
Em junho de 2022, Hazony e oito pensadores conservadores publicaram um documento defendendo soberania nacional e alianças defensivas contra tentativas de homogeneização global. Os signatários criticaram imperialismo e citaram China, Rússia e outras potências como alvos.
No entanto, ao longo dos anos seguintes, muitos signatários silenciaram sobre a Ucrânia. Alguns passaram a se opor ao apoio militar ou financeiro a Kyiv, em vez de manter a posição inicial.
Atuação de figuras-chave
J.D. Vance, influente no movimento natcon, mostrou desinteresse ou hostilidade à causa ucraniana. Em eventos recentes, ele reiterou a defesa da identidade dos Estados-nação europeus e não mencionou a crescente ameaça russa.
Entre outros, Charlie Kirk e R.R. Reno apareceram entre os críticos ao apoio a Kyiv. Ronos sobre o suporte americano à Ucrânia ganharam força entre certos setores do espectro conservador.
Dinâmica de alianças e influências
Outros atores políticos reforçaram visões contrárias ao apoio a Kyiv. Líderes de partidos de direita na Europa, como Viktor Orban, também influenciaram o sentimento norte-americano, articulando resistência a fluxos de auxílio e favorecimento à cooperação com a Rússia.
Entretanto, mudanças recentes mostraram deslocamentos. Debates internos sobre extremismo na coalizão MAGA e críticas a figuras como Tucker Carlson ampliaram o escrutínio sobre a linha de apoio à Ucrânia. Ao mesmo tempo, a percepção pública entre eleitores mostra apoio a Kyiv.
Tendências atuais
Pesquisas indicam que parte significativa do eleitorado republicano apoia fornecer armas a Ucrânia e manter uma política externa mais ativa. Com eleições de meio mandato no horizonte, o ambiente político americano pode favorecer uma postura mais pró-Ucrânia.
Essas transformações ocorrem em meio a uma percepção de que a Ucrânia representa valores centrais para a soberania nacional, a resistência ao imperialismo e a defesa da integridade de Estados soberanos. A evolução das alianças poderá redefinir o apoio dentro do espectro conservador.
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