- Uma semana após ataques a Israel e Irã, Trump descreve a campanha de bombardeios, estima que podem durar semanas e admite mais perdas americanas, sem conectar os preços de energia.
- Oito eleitores de Trump em duplas entrevistas disseram apoiar, até o momento, os ataques aéreos e marítimos, desde que não envolvam grande ofensiva terrestre ou derrubada de líder iraniano.
- Três dos eleitores mostraram dúvidas sobre a justificativa, temendo danos à economia dos EUA e à segurança de cidadãos, caso haja envolvimento prolongado ou ocupação.
- Uma pesquisa Reuters-Ipsos mostra que, entre eleitores de Trump, aproximadamente dois em cada quatro aprovam os ataques; 9% desaprovam e 27% não têm certeza.
- Alguns eleitores temem que a escalada encoraje reação terrorista ou mantenha os EUA enredados na região por anos, caso haja uso significativo de tropas terrestres.
A onda de ataques aéreos contra o Irã, iniciada após a operação de EUA e Israel, ganhou apoio indireto entre eleitores de Donald Trump. Em entrevistas com oito dos 20 eleitores que votaram nele em 2024, o grupo destacou apoio aos ataques aéreos e marítimos, mas rejeitou grande invasão terrestre.
Os entrevistados concordam que as ações visam impedir o que enxergam como riscos de mísseis de longo alcance e desenvolvimento nuclear pelo Irã. Ainda assim, cinco apoiam apenas a ofensiva aérea e naval, enquanto três demonstram dúvidas sobre as motivações e temem impactos econômicos e riscos para civis.
Segundo pesquisas recentes da Reuters/Ipsos, parte dos eleitores de Trump aprova as ações, embora haja ceticismo entre o público mais amplo. Em média, apenas um em quatro adultos dos EUA apoia o ataque ao Irã, conforme o levantamento.
Para os apoiadores, a percepção de uma resposta rápida é crucial para evitar ataques contra os EUA. Entretanto, a possibilidade de ampliar o conflito com o envio de tropas terrestres preocupa e pode reduzir o apoio, especialmente antes das eleições legislativas de novembro.
Nos estados de Indiana, Ohio e Texas, relatos locais indicam elevação temporária no preço da gasolina, entre 20 e 50 centavos por galão. Quem apoia as ações aponta que esse impacto seria passageiro, enquanto outros destacam incertezas sobre desdobramentos.
Entre os eleitores entrevistados, há divergências sobre o que motivou a decisão do governo. Um grupo vê a intervenção como resposta a uma ameaça iminente; outro aponta dúvidas sobre a clareza das justificativas oficiais e teme consequências econômicas e de segurança doméstica.
Desdobramentos
Em Wisconsin e Nova York, alguns votantes destacam que a retórica de autoridades sobre o Irã tem mudado ao longo do tempo, gerando confusão sobre a razão precisa da ofensiva. Mesmo com essa incerteza, a maior parte dos entrevistados evita prever uma escalada com troca de território.
Mais de perto, há quem avalie que a disponibilidade de forças terrestres traria custos humanos e políticos elevados. Ainda assim, alguns mantêm a posição de que ações restritas ao espaço aéreo e marítimo poderiam impedir um avanço iraniano sem mergulhar os EUA em uma guerra prolongada.
A cobertura destaca que o apoio entre eleitores de Trump depende de resultados visíveis a curto prazo e de como se gerem os riscos de preço de energia. A situação pode influenciar o apoio republicano nas eleições de meio de mandato.
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