- Ex-ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social no segundo mandato de Lula, foi deportado do Panamá na última sexta-feira, dia seis, durante conexão em Cidade do Panamá no trajeto Rio de Janeiro→Cidade da Guatemala.
- Ao desembarcar, dois agentes à paisana conferiram o passaporte e o levaram a uma sala de imigração, onde Martins preencheu questionário, foi fotografado e teve as impressões digitais colhidas.
- O questionário incluía uma pergunta sobre detenção em mil novecentos e sessenta e oito; Martins informou que havia sido preso por motivos políticos durante a ditadura e que lutou contra ela por vinte e um anos.
- O ex-ministro ficou cerca de quatro horas na sala, sem explicação, antes de ser deportado; o Itamaraty foi comunicado e Martins classificou o episódio como possivelmente planejado.
- O Itamaraty informou que, após contato oficial, o chanceler panamenho pediu desculpas pelo “equívoco da imigração”; o Panamá afirmou que Martins é bem-vindo ao país.
Franklin Martins, ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social no segundo governo Lula, foi deportado do Panamá na sexta-feira (6) durante conexão para a Guatemala. A informação foi confirmada pelo próprio Martins ao Itamaraty, sem que o governo panamenho tenha apresentado explicação oficial.
Ao desembarcar no Aeroporto Internacional do Panamá, Martins relata que dois agentes sem identificação conferiram seus documentos e o convidaram a acompanhar. Em uma sala fechada, ele preencheu um questionário, foi fotografado e teve as impressões digitais coletadas três vezes, mesmo apresentando a programação de um seminário na Guatemala.
As autoridades panamenhas teriam questionado Martins sobre uma prisão ocorrida em 1968 durante a ditadura militar. O ex-ministro respondeu ao Itamaraty que tal pergunta remete a um período de defesa da democracia no Brasil, e que não se tratava de crime. Em seguida, foi liberado e deportado para o Brasil.
Martins descreve que permaneceu cerca de quatro horas sem explicação na sala da migração, com novas fotos e digitais. Depois, a decisão de deportação foi comunicada ao Itamaraty. O chanceler brasileiro foi informado e pediu esclarecimentos ao governo panamenho.
O Itamaraty informou que, após contato oficial, o chanceler panamenho pediu desculpas pelo que chamou de equívoco da imigração. O ministro Mauro Vieira manteve contato com o chanceler panamenho, Javier Martínez-Acha, para tratar do ocorrido. A Embaixada do Panamá no Brasil não respondeu até o momento.
O Panamá afirmou que Martins é bem-vindo no país, segundo informações obtidas pelo portal. A assessoria do Itamaraty não confirmou detalhes adicionais. O caso segue sob avaliação das autoridades brasileiras e panamenhas, sem novas informações públicas.
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