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Anthropic processa governo Trump para reverter risco à cadeia de suprimentos

Anthropic processa governo dos EUA para reverter classificação de risco à cadeia de suprimentos pelo Pentágono, por recusa a uso militar do Claude

Dario Amodei, diretor-executivo da Anthropic, e Donald Trump, presidente dos EUA — Foto: Reuters/Bhawika Chhabra; Reuters/Nathan Howard
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  • Anthropic processa o governo dos EUA, buscando reverter a designação do Pentágono de “risco à cadeia de suprimentos” aplicada à empresa.
  • As ações foram apresentadas em dois tribunais federais: na Califórnia e no Distrito de Washington, contestando medidas do Pentágono.
  • A empresa afirma ter buscado restringir usos de Claude em vigilância em massa e armas totalmente autônomas, enquanto o governo pediu aceitar “todos os usos legais.”
  • A designação impede a Anthropic de realizar trabalhos de defesa e, segundo relatos, é a primeira vez que o governo federal usa essa classificação contra uma empresa americana.
  • A Anthropic depende de clientes governamentais e do setor privado (mais de 500 clientes que pagam pelo menos US$ 1 milhão por ano); a empresa projeta US$ 14 bilhões em receita e tem avaliação de aproximadamente US$ 380 bilhões.

A Anthropic moveu processo contra o governo de Donald Trump, buscando reverter a decisão do Pentágono de classificá-la como um risco à cadeia de suprimentos. A ação ocorre após o Pentágono ter designado formalmente a empresa, na semana anterior, por recusar o uso militar irrestrito de sua IA Claude.

A empresa sediada em San Francisco entrou com duas ações distintas em tribunais federais: um na Califórnia e outro no circuito de apelações em Washington, D.C., contestando diferentes aspectos das medidas adotadas pelo governo.

Segundo a Anthropic, as ações são ilegais e sem respaldo constitucional, apontando punições por discurso protegido e ausência de lei federal que justifique as medidas. A defesa afirma buscar frear a retaliação executiva.

Processos e impactos

O Departamento de Defesa dos EUA não comentou a decisão na segunda-feira. A Anthropic afirma ter buscado limitar o uso de Claude a aplicações de alto nível, como vigilância em massa de cidadãos ou armas autônomas.

Autoridades de defesa defenderam que a empresa aceite todos os usos legais da tecnologia. A designação de risco à cadeia de suprimentos, segundo relatos, pode impedir a empresa de contratos de defesa.

A defesa da Anthropic sustenta que a medida afeta principalmente contratantes militares, mas reconhece que a maior parte de sua receita vem de clientes governamentais e privados que utilizam Claude para programação e tarefas técnicas.

Total de clientes da empresa supera 500 que pagam pelo menos US$ 1 milhão por ano para usar Claude, com avaliações de mercado que sugerem uma base de receita considerável para a empresa.

Contexto e cenário

Trump afirmou que ordenaria a descontinuação de uso do Claude por agências federais, inclusive com um prazo de transição de seis meses para eliminar o produto de sistemas militares integrados. A Anthropic contesta esse aproveitamento político, mantendo o foco na legalidade das medidas governamentais.

A controvérsia envolve também a restrição de usos da IA em atividades de defesa, um ponto central para a empresa que busca manter controles sobre a aplicação da sua tecnologia. A discussão jurídica continua com o objetivo de esclarecer os limites entre uso comercial e implicações de segurança nacional.

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