- Alguns altos cargos israelenses começam a discutir bandas de saída para a ofensiva contra o Irã, que já mostra custos Regionais e globais crescentes.
- A decisão sobre parar ataques depende, em grande parte, do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que busca vitória completa; há frentes de negociação de momento com sinais de mudança.
- O anúncio de que Mojtaba Khamenei será o novo líder supremo iraniano aumenta a desconfiança de negociações entre EUA e Israel, com tom mais duro contra concessões.
- Autoridades israelenses dizem que a campanha está perto de alcançar objetivos militares, como destruir parte do programa nuclear e capacidades de mísseis, mas não veem rendição iraniana.
- Existem preocupações sobre uma possível escalada com operações terrestres israelenses no Líbano para combater o Hezbollah e sobre manter boas relações com os Estados Unidos diante do clima político interno.
A cooperação entre EUA e Israel para explorar um fim potencial do conflito com o Irã ganha espaço entre oficiais de defesa israelenses. A ofensiva continua, mas surgem dúvidas sobre a duração do ataque, seus custos regionais e impactos na economia global. Fontes israelenses descrevem alternativas a um desfecho imediato, sem abandonar os objetivos estratégicos.
Segundo informações de altos funcionários, embora o objetivo militar principal esteja próximo de ser atingido — incluindo danos ao programa nuclear e às capacidades de mísseis iranianas — o custo humano, político e econômico aumenta. As avaliações indicam que o regime pode buscar um cessar-fogo sob condições condicionadas pelos EUA.
O papel dos EUA permanece central na definição do desfecho. O presidente Donald Trump tem variado entre cenários de resolução negociada e exigência de rendição, conforme a situação evolui. Ontem, um alto funcionário israelense não disputou a necessidade de uma decisão dos EUA para encerrar ou continuar as ações.
O novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, anunciado neste fim de semana, é visto como mais alinhado com a Guarda Revolucionária, elevando a impressão de que negociações diretas podem não ser favoráveis. Isso intensifica o debate entre quem defende continuidade da pressão militar e quem defende caminhos de isolar o regime sem escalada.
Entre as preocupações está o custo na região, com ataques de mísseis iranianos atingindo estados vizinhos do Golfo e pressões sobre o petróleo. A incerteza econômica global, com possíveis altas de preços de energia, figura entre as razões para buscar uma resposta que não acerte a região com uma guerra prolongada.
Outra linha discutida é a possibilidade de limitar operações terrestres. Oficiais temem que uma ação em grande escala no Líbano, contra militias apoiadas pelo Irã, possa levar a uma escalada maior. O objetivo seria evitar uma repetição de operações anteriores que se estenderam sem definição de término.
Em relação à relação com os EUA, a chave é manter a aliança sem transformar a parceria em uma guerra sem fim. Um oficial israelense afirma que Israel busca evitar que os EUA sejam puxados para um conflito interminável, reforçando o caráter de aliado estável.
O debate interno também contempla cenários de cooperação com o Líbano para alcançar um cessar-fogo, com participação de autoridades locais, e evita-se uma intervenção militar que envolva o território libanês em grande escala. As avaliações enfatizam a necessidade de uma saída planeada.
A discussão não representa uma posição oficial de Netanyahu, que sinalizou que a próxima fase pode buscar desestabilizar o regime. Mesmo assim, as perspectivas de alguns na defesa israelense sugerem ceticismo quanto à viabilidade de uma vitória duradoura sem um acordo, com mensagens claras para um possível cessar-fogo sob condições.
Fontes destacam que não há consenso sobre a substituição do regime e que, apesar de sinais de tensões internas, não há indicações de desmoronamento próximo. A estratégia envolve manter o foco nos objetivos militares, enquanto se evita ampliar o conflito para outros palcos regionais.
As informações refletem uma avaliação de altos responsáveis de defesa, com visão de que, ao menos no âmbito militar, o objetivo principal pode estar próximo de ser alcançado, abrindo espaço para discutir condições de fim de hostilidades e reacomodação regional.
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