Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

EUA deportam migrantes para Irã e Venezuela, com planos de intervenção militar

Deportações dos EUA para Irã e Venezuela ganham ritmo, com três voos para Teerã e aumento de expulsões para Caracas, mesmo diante de ofensivas militares

Vuelo de migrantes deportados en el Aeropuerto Internacional Simón Bolívar, en Maiquetía (Venezuela), el 19 de enero.
0:00
Carregando...
0:00
  • Desde setembro, houve três voos com deportados para Teerã, e as expulsões para Caracas aumentaram após a captura de Nicolás Maduro.
  • Em janeiro, o governo dos EUA intensificou ações militares envolvendo Venezuela e Irã, incluindo uma intervenção pretendida na Venezuela e um bombardeio a Irã, elevando tensões regionais.
  • No Irã, a Administração Trump encerrou décadas de não deportar para lá e, em 28 de setembro, ocorreu o primeiro voo de deportação para Teerã, com cerca de cento e vinte iranianos a bordo.
  • Até 20 de janeiro, os EUA realizaram oitenta e dois voos de deportação para Venezuela, expulsando quase quinze mil venezuelanos; em janeiro houve sete voos que levaram para 1.509 deportados, com a frequência aumentando a três voos semanais após 16 de janeiro.
  • Críticas e contexto: dois iranianos LGBTQ enfrentam risco de morte caso sejam deportados; o programa de Proteção Temporária para venezuelanos foi eliminado, deixando cerca de 650 mil cidadãos sem esse status; diplomacia entre EUA e Venezuela foi retomada recentemente.

O governo dos Estados Unidos tem deportado migrantes para Irã e Venezuela, mesmo após anunciar ações militares. Desde setembro, foram três voos com deportados para Teerã, via Qatar e Kuwait. Em Caracas, a frequência aumentou após a captura de Nicolás Maduro.

No caso iraniano, a administração Trump encerrou décadas de não deportar iranianos. Em 28 de setembro aconteceu o primeiro voo de deportação para Teerã, com 120 iranianos a bordo. Viajavam famílias, incluindo mulheres, segundo fontes jurídicas.

O segundo traslado ocorreu em dezembro e o terceiro em janeiro, todos com destino a Teerã, com escala prevista em Kuwait. A decisão ocorreu apesar da repressão iraniana contra protestos que deixaram milhares de mortos.

Para Venezuela, o planejamento não foi interrompido por ações militares anunciadas. Até 20 de janeiro, 78 voos deportaram quase 15 mil venezuelanos, com sete voos apenas em janeiro, após ataques contra o governo interino.

A maior parte das deportações ocorreu direto ao aeroporto de Maiquetía, na Venezuela, com algumas rotas passando pela base de Soto Cana, em Honduras, entre 2025 e 2025, até suspenderem as escalas no meio do ano.

Estimativas indicam que, se mantida a frequência, quase 30 mil venezuelanos devem ser deportados neste ano, aproximadamente o dobro do anterior, segundo especialistas em migração. EUA e Venezuela retomaram relações diplomáticas nesta semana.

Paralelamente, o governo dos EUA retirou o Estatus de Proteção Temporária (TPS) de venezuelanos, deixando cerca de 650 mil sem autorização permanente. A medida gerou críticas de deputados e defensores dos migrantes, que denunciam violações de direitos.

Entre os casos de Iran, parlamentares e advogados destacam que permanecer na lista de pedidos de asilo, com processos abertos no Irã, pode levar a detenção e até execução em caso de deportação. As defensorias pedem revisão judicial.

A situação internacional envolve ainda o histórico de tensões regionais, com ações militares de Israel e EUA na região, que influenciam decisões migratórias e o andamento dos processos de expulsão de cidadãos iranianos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais