- Franklin Martins, ex‑ministro da Secretaria de Comunicação Social no governo Lula, foi detido e deportado do Panamá durante escala no aeroporto da Cidade do Panamá na última sexta-feira.
- O Panamá pediu desculpas ao Brasil neste domingo, após intervenção diplomática brasileira.
- Martins relatou que foi levado a diferentes salas de imigração, questionado sobre sua atuação durante a ditadura e teve documentos retidos.
- A carta de desculpas afirma que o episódio não reflete a posição do Panamá e que Martins será sempre bem‑vindo ao país.
- O ex‑ministro seguia viagem para a Cidade da Guatemala, para participar de seminário, e mencionou a possível cooperação entre sistemas de informação panamenhos e norte‑americanos como fator do ocorrido.
O ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo Lula, Franklin Martins, foi detido e deportado do Panamá durante uma escala no aeroporto da Cidade do Panamá na última sexta-feira. O episódio ocorreu enquanto Martins aguardava continuidade de viagem para a Guatemala.
A detenção ocorreu após questionamentos sobre a atuação de Martins durante o período da ditadura militar no Brasil. Ele teve documentos retidos pelas autoridades locais e foi informado de que não poderia seguir viagem, sendo deportado no primeiro voo disponível para o Brasil.
O governo panamenho enviou um pedido formal de desculpas ao Brasil neste domingo. O chanceler panamenho, Javier Eduardo Martínez-Acha Vásquez, afirmou que o episódio não reflete a posição do Panamá nem o respeito ao ex-ministro. Martins afirmou acreditar que o incidente pode ter envolvido cruzamento de dados entre sistemas de segurança.
Na carta encaminhada ao Itamaraty, o chanceler ressaltou que Martins continuará bem-vindo no Panamá. O episódio gerou reação diplomática entre Brasil e Panamá, com esclarecimentos sobre a relação de cooperação entre autoridades de segurança dos dois países.
Relato do ex-ministro aponta que ele viajava apenas para participação em um seminário na Cidade da Guatemala, promovido pela iniciativa Reconstruindo estados de bem-estar social nas Américas, da Universidade Rafael Landívar. Martins disse não reconhecer prática de perseguição pessoal e apresentou defesa de que houve falha burocrática no caso.
Antes de assumir o cargo no governo Lula, Martins atuou como comentarista político em veículos como TV Globo, Jornal do Brasil e O Globo. Durante a juventude, opositor da ditadura, ele também viveu no exterior. A trajetória inclui debates sobre regulação da mídia e políticas de comunicação no Brasil.
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