- Ataques russos à infraestrutura de energia ampliam a crise de inverno em Kyiv, com temperaturas chegando a minus nove graus Fahrenheit e centenas de edifícios sem aquecimento.
- Em Troieshchyna, tendas da Direção de Emergência do Estado (DSNS) fornecem aquecimento de emergência, alimentação e conexão Starlink para residentes cujas casas ficaram frias.
- O ataque de 9 de janeiro deixou milhares sem calor em Kyiv: seis mil edifícios residenciais perderam aquecimento; até 2 de março, mil cento e dezenas de apartamentos ainda estavam sem aquecimento.
- O escândalo de corrupção no setor de energia envolve desvio de cerca de cem milhões de dólares, levando à renúncia de ministros e alimentando a desconfiança pública e tensões políticas.
- A restauração da rede depende de mais de mil trabalhadores, principalmente da empresa privada DTEK, mas cada novo ataque atrasa os reparos e amplia a vulnerabilidade energética da cidade.
The som do gerador percorre o pátio coberto de neve no bairro de Troieshchyna, em Kiev, onde seis tendas militares fornecem calor de emergência a moradores. O equipamento funciona há três dias, mantendo aquecedores ligados mesmo quando a energia oscila.
Dentro das tendas operadas pelo Serviço de Emergência do Estado, há beliches, livros infantis e acesso a Starlink. Anatoly, comandante do DSNS, serve sanduíches de queijo e chá, encorajando a população a comer. O fluxo de gente aumenta ao fim do dia.
Muitos moradores relatam temperaturas próximas de 46 F em suas casas, impossibilitados de permanecer nelas. A pressão aumenta diante de novos cortes de energia e das negociações de paz em curso, enquanto as quedas de energia persistem.
Contexto: crise energética e polêmica de corrupção
O conflito russo intensificou ataques à infraestrutura de energia, com Kiev entre as cidades mais atingidas nos últimos meses. Em janeiro e fevereiro, drones e mísseis derrubaram parte significativa do aquecimento e da eletricidade da capital.
Ao mesmo tempo, cresce a percepção de erosão de confiança pública devido a acusações de corrupção no setor de energia. A Operação Midas revelou desvios de fundos e suspeitas de favorecimentos a empresas estatais, incluindo a Energoatom, principal produtora de energia do país.
NABU informou que cerca de 1.000 horas de grampos revelaram um esquema de suborno que envolveu executivos e a meias de lavagem de dinheiro, com líder identificado como um empresário próximo ao entorno do governo. Alguns dirigentes renunciaram, mas o presidente Zelenski não foi implicado diretamente.
O escândalo coincide com críticas à condução da política anticorrupção, alimentando descontentamento público em meio a apagões e baixas temperaturas. Analistas apontam que a confiança internacional pode impactar investimentos e apoio a medidas de defesa e reconstrução.
Enquanto isso, equipes de restauração, com mais de mil trabalhadores segundo a maior investidora privada do setor, DTEK, atuam em Kiev. As equipes enfrentam cortes de energia recorrentes, condições de frio intenso e novas interrupções a cada ataque, dificultando o retorno à normalidade.
Anatoly reforça a dedicação dos trabalhadores da DSNS: manter-se firme diante do risco, garantir a proteção dos civis e sustentar o funcionamento das estações de aquecimento. A tarefa exige operações contínuas mesmo sob sirenes de alerta.
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