- Lula e o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, defenderam avançar juntos na exploração de minerais críticos e terras raras sem exclusividade para outros países.
- Os dois governos buscam transformar essas riquezas em desenvolvimento tecnológico e econômico, evitando que sejam exportadas apenas como matéria-prima.
- Lula pediu ampliar o levantamento geológico em ambos os territórios; o Brasil, segundo ele, conhece apenas cerca de trinta por cento do próprio território em mapeamento mineral.
- O presidente criticou o modelo histórico de exportação de commodities sem processamento industrial, apontando esse padrão como erro estratégico.
- Foi citada a possibilidade de criação de empresas de exploração com participação estatal, visando fortalecer cadeias produtivas e a transformação industrial dentro de ambos os países.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Brasil e África do Sul devem avançar juntos na exploração de minerais críticos e terras raras, sem conceder exclusividade a outros países. A declaração foi feita durante reunião com o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa no Palácio do Planalto, em Brasília.
Lula destacou reservas estratégicas e a necessidade de transformar recursos naturais em desenvolvimento tecnológico e econômico. A ideia é evitar que riquezas minerais sejam exportadas sem gerar valor industrial nos respectivos territórios.
Segundo o presidente, matérias-primas utilizadas em tecnologias de transição energética e digitalização da indústria são centrais para setores globais. O objetivo é ampliar o mapeamento geológico nos dois países para identificar novas reservas.
Parcerias estratégicas e metas
Lula sugeriu que Brasil e África do Sul intensifiquem o levantamento geológico para ampliar o conhecimento sobre o potencial mineral de ambos os territórios. O mapeamento atual cobre cerca de 30% do território brasileiro.
O dirigente criticou o modelo de exportação de commodities sem processamento, afirmando que seria um erro estratégico repetir esse padrão com minerais críticos. A ideia é fortalecer cadeias produtivas locais.
Lula apontou a possibilidade de criação de empresas de exploração com participação governamental, visando que transformações industriais ocorram dentro de cada país. A meta é gerar tecnologia, empregos e maior valor agregado.
O tom do encontro foi de cooperação bilateral, com foco em transformar recursos naturais em desenvolvimento para a população. As autoridades não discutiram prazos específicos, apenas a direção de políticas e investimentos conjuntos.
Entre na conversa da comunidade