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Pré-mercado: Ataques ao Irã elevam petróleo acima de US$100 e derrubam bolsas

Ataques a instalações petrolíferas no Irã provocam salto do petróleo a mais de US$ 100 e elevam temor de inflação e juros

Coluna de fumaça após explosão em Teerã na sexta-feira (6). Foto: Stringer Wana / Reuters
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  • Ataques a instalações de petróleo iranianas no entorno de Teerã destruíram quatro tanques de armazenamento e um terminal de derivados, com quatro mortes.
  • O Brent passou de US$ 102 por barril, com possibilidade de ultrapassar US$ 110, diante da ampliação de já existente tensão na região.
  • Kuwait anunciou cortes preventivos na produção e em refinarias por riscos no Estreito de Ormuz; a produção iraquiana caiu 70% nos três principais campos do sul, para 1,3 milhão de barris por dia.
  • Emirados Árabes Unidos afirmam gerenciar cuidadosamente produção offshore; o grupo dos sete (G7) planeja uma liberação coordenada de petróleo de estoques estratégicos.
  • No pré-mercado americano, principais bolsas operam com queda em torno de um e meio por cento; no Brasil, possível alta de combustíveis depende do repasse da Petrobras, enquanto o BC pode ajustar perspectivas inflacionárias.

No fim de semana, ataques a instalações petrolíferas iranianas acirraram a tensão no setor. Quatro tanques de armazenamento e um terminal de derivados foram destruídos perto de Teerã, com quatro mortos. A ação elevou temores de cortes de produção na região.

O petróleo registrou forte valorização: o Brent chegou a US$ 102,22 por barril no dia, superando US$ 110 durante a madrugada. Kuwait anunciou cortes preventivos de produção e refinarias por receio de ameaças ao trânsito no Estreito de Ormuz.

A produção iraquiana, segunda maior da Opep, sofreu queda de 70% nos três campos do sul, para 1,3 milhão de barris por dia. Os Emirados Árabes Unidos indicaram ajuste da produção offshore para manter estoques.

Mudança de tema: respostas e estratégias

Os ministros das Finanças do G7 discutem, em teleconferência, liberação coordenada de petróleo de reservas estratégicas, para mitigar impactos da crise.

Os contratos futuros de índices norte-americanos recuam, com queda de cerca de 1,5%, e o petróleo impulsiona a inflação esperada e as perspectivas de juros. Investidores aguardam desdobramentos na região.

Na economia brasileira, o primeiro efeito será possível alta nos combustíveis, dependendo da Petrobras. Magda Chambriard reiterou que a volatilidade não deve ser repassada integralmente aos preços ao consumidor.

Especialistas divergem sobre o efeito na política macro. Étore Sanchez, da Ativa, afirma que o BC pode reavaliar fluxos de inflação e manter curso gradual de ajuste monetário, mesmo com preço do petróleo mais alto.

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