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Preços do petróleo sobem com guerra no Irã e impactos globais

Preços do petróleo disparam com interrupção no Estreito de Hormuz e ataques a infraestrutura, alimentando incerteza de suprimentos globais

An illuminated display shows the prices at a gas station in Essen, Germany.
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  • Os preços do petróleo oscilaram, com Brent a $119,50 por barril e WTI a $119,48, antes de recuarem; o tráfego no Estreito de Hormuz quase parou devido a tensões e seguros elevados.
  • Um ataque israelense a facilidades iranianas ocorreu no fim de semana, agravando a crise e elevando as preocupações sobre o abastecimento global.
  • o Irã ameaçou atacar instalações de petróleo em países vizinhos se ataques americanos persistirem.
  • O governo dos Estados Unidos minimizou o impacto nos preços, com o presidente sugerindo queda dos preços e o secretário de Energia prometendo normalizar o tráfego após neutralizar a ameaça iraniana; não há planos de mirar na indústria petrolífera iraniana.
  • Continuação das tensões regionais: interceptação de segundo míssil iraniano pela otan, corrida de ministros do g-7 sobre o uso de reservas estratégicas, e notícia de mudanças no líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.

O preço do petróleo disparou na segunda-feira, com o Brent chegando a US$ 119,50 por barril e o WTI perto de US$ 119,48, antes de recuar abaixo de US$ 100. A alta ocorre em meio à continuidade da guerra entre EUA, Israel e Irã e à influência sobre fluxos globais de energia. A escalada acontece pouco depois de ataques a infraestrutura petrolífera iraniana e de interrupções no trânsito pelo estreito de Hormuz.

O estreito de Hormuz está praticamente paralisado, normalmente responsável por cerca de 20% do petróleo mundial. A ameaça de ataques e o aumento dos custos de seguro freiam o trânsito de petroleiros, agravando o risco de oferta. No fim de semana, Israel teria atacado instalações de energia no Irã, aumentando as tensões na região.

O Irã avisou que pode mirar alvos petrolíferos em países vizinhos caso os ataques persista o que aumenta a incerteza sobre a disponibilidade de petróleo. O governo iraniano também declara que busca retaliação caso a ofensiva siga.

O governo dos Estados Unidos minimiza preocupações com os preços. No fim de semana, o presidente Trump sugeriu que os preços cairiam em breve e que não seria necessária a utilização da Reserva Estratégica. O secretário de Energia prometeu que o tráfego no estreito seria retomado assim que as forças americanas neutralizarem a capacidade iraniana de ameaçar navios.

Os ministros das Finanças do G-7 se reuniram para discutir os custos do petróleo. O grupo decidiu não liberar reservas estratégicas de imediato, mas abriu a possibilidade para ações futuras, caso necessário. Um representante francês sinalizou que medidas adicionais ainda podem ocorrer.

Desdobramentos militares e geopolíticos

As defesas da OTAN interceptaram um segundo míssil balístico iraniano que havia entrado no espaço aéreo turco. Ancara demonstra a intenção de manter o país fora do conflito regional, apesar de possuir a segunda maior força militar da aliança.

Enquanto isso, aumentam as tensões na região, com relatos de ataques a alvos domésticos no Irã e acusações mútuas entre Teerã e Riad sobre alvos civis. Um serviço militar norte-americano confirmou a morte de um soldado, ocorrida após ferimentos em ataque iraniano a uma base saudita que alojava tropas dos EUA.

O Irã informou a escolha de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo, poucos dias após a morte do antigo governante. A mudança ocorre em meio a um acúmulo de ações militares e pressões internacionais, com impactos indiretos sobre o comércio global de energia.

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