- O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, afirmou que o país não busca uma guerra sem fim e que irá coordenar com os Estados Unidos o momento de encerrar os combates.
- A ofensiva entre Israel, Estados Unidos e Irã já está no décimo primeiro dia, com ataques iranianos a países vizinhos, incluindo os Emirados Árabes Unidos, e Israel enfrentando o Hezbollah no Líbano.
- Saar disse que o objetivo é eliminar o governo clerical do Irã destruindo seus programas nucleares e de mísseis, para criar condições para que os iranianos prometem derrubar seus governantes.
- Ele ressaltou a possibilidade de criar condições para os iranianos recuperarem a liberdade, ainda que isso possa ocorrer após a guerra.
- O ministro alemão das Relações Exteriores, o primeiro a visitar Israel desde o início do conflito, afirmou que uma solução diplomática envolvendo acordos sobre programa nuclear, mísseis e apoio a milícias seria necessária, mas o Irã não parece receptivo hoje.
Israel afirma que não busca uma guerra sem fim com o Irã, e que coordenará com os EUA sobre o momento de encerrar as operações. A declaração foi feita nesta terça-feira pelo ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, em Jerusalém, ao lado do colega alemão.
Saar disse que não há uma linha temporal pública para o fim do conflito. Ele afirmou que o país seguirá até o ponto considerado adequado, em conjunto com seus parceiros, para encerrar as hostilidades. O objetivo, segundo o ministro, é eliminar ameaças existenciais do Irã.
A guerra entre EUA e Israel contra o Irã já está no 11º dia. O conflito se estende pela região, com ataques iranianos a países vizinhos como os Emirados Árabes Unidos e combates entre Israel e Hezbollah no Líbano, além de ataques contra o Irã.
Diálogo diplomático e perspectiva europeia
O chanceler alemão Friedrich Merz havia mostrado preocupação na Europa sobre a escalada, destacando a falta de um plano claro para o fim das hostilidades. Saar ressaltou a intenção de criar condições para que o Irã, no futuro, possa experimentar maior liberdade frente ao regime clerical.
Saar classificou Mojtaba Khamanei, recém-designado líder supremo iraniano e filho de Ayatollah Ali Khamenei, como extremista. O ministro destacou que o objetivo de Israel é eliminar o governo clerical iraniano por meio de ações contra seus programas nucleares e de mísseis balísticos, além de limitar o suporte a milícias regionais.
O ministro indicou ainda a possibilidade de estabelecer condições para que os iranianos possam reconquistar a liberdade, admitindo, porém, que isso pode ocorrer apenas após o fim do conflito ou em desdobramentos futuros.
Entre na conversa da comunidade