- A Polícia Federal prendeu, em São Bernardo do Campo, uma mulher apontada como líder de organização criminosa investigada por traficar brasileiras para exploração sexual, na operação New Girl.
- O grupo recrutava vítimas por redes sociais e aplicativos de mensagens, prometendo altos ganhos, passagens financiadas e hospedagem paga.
- As mulheres eram obrigadas a repassar parte do dinheiro aos integrantes, cumpriam longas jornadas de trabalho e ficavam sob vigilância do grupo.
- A Justiça Federal autorizou prisão preventiva, busca e apreensão e sequestro de bens, com bloqueio de até cerca de R$ 4,7 milhões em contas, criptomoedas, veículos e imóveis.
- A PF reforçou o combate ao tráfico internacional de pessoas e à exploração sexual; denúncias são feitas pelo telefone 194 ou pelo site da corporação.
A Polícia Federal prendeu uma mulher em São Bernardo do Campo, durante a Operação New Girl, na manhã desta terça-feira (10). A suspeita é apontada como líder de uma organização criminosa investigada por aliciar brasileiras para envio ao exterior com fins de exploração sexual.
Segundo a PF, o grupo recrutava vítimas por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens, prometendo altos ganhos, passagens financiadas e hospedagem paga. As mulheres seriam encaminhadas para outros países para atividades de exploração.
A investigação teve início após o depoimento de uma vítima que relatou violência e ameaças no exterior. O relato levou à identificação de outras mulheres recrutadas pela mesma organização.
Resumo da ação e medidas judiciais
A Justiça Federal autorizou prisão preventiva, busca e apreensão e o sequestro de bens. Os bloqueios atingem contas bancárias, criptomoedas, veículos e imóveis, com estimativa de até ~R$ 4,7 milhões.
A operação contou com o apoio da Divisão de Repressão ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes e das equipes da Base de Enfrentamento à Promoção da Migração Ilegal e Crimes Conexos de São Paulo.
A PF reforça o compromisso no combate ao tráfico internacional de pessoas e à exploração sexual. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 194 ou pelo site da Polícia Federal.
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