- Polônia vai construir o primeiro escudo antidrone da União Europeia, com empréstimo da UE por meio do programa Safe, no valor de 3,5 bilhões de euros.
- O sistema, chamado San, foi anunciado pelo primeiro ministro Donald Tusk em 30 de janeiro de 2025 e terá 18 baterias móveis com sensores e interceptação, conectadas a radares e canhões em centenas de veículos na fronteira.
- As primeiras baterias devem ser entregues até o final do ano, e o sistema inteiro deve ficar operacional em 24 meses.
- O projeto é desenvolvido pelo grupo estatal polonês PGZ, em parceria com a empresa norueguesa Kongsberg e a fabricante polonesa Advanced Protection Systems, e Tusk afirmou que será “o mais potente da Europa”.
- O plano enfrenta resistência do partido Lei e Justiça, com o presidente Karol Nawrocki ameaçando veto ao financiamento; se houver bloqueio, Tusk buscará fontes alternativas de recursos.
Durante o auge da ofensiva russa na Ucrânia, drones cruzaram o espaço aéreo polonês e foram abatidos pela primeira vez desde o início da guerra. A Polônia confirmou incidentes de setembro de 2025, que motivaram a busca por defesa anti drone.
O governo revelou que está desenvolvendo o primeiro escudo antidrone da União Europeia, com custo estimado de 3,5 bilhões de euros. O financiamento virá de empréstimo da UE via o programa Safe, destinado à produção militar de aliados.
O sistema, batizado de San, foi anunciado pelo primeiro-ministro Donald Tusk em 30 de janeiro de 2025. A ideia é conectar 18 baterias móveis a radares, sensores, interceptação e canhões instalados em veículos ao longo da fronteira.
O projeto é elaborado pelo grupo estatal PGZ, em parceria com a Noruega Kongsberg e a Advanced Protection Systems, empresa polonesa de radares. As primeiras baterias devem chegar até o fim deste ano, com o sistema completo em 24 meses.
Financiamento e cronograma
Tusk afirmou que o sistema será o mais potente da Europa. Segundo ele, o escudo integrará sensores, radares e interceptação, conectados a uma malha de veículos ao longo da fronteira.
Oposição política e desafios
O partido Lei e Justiça questiona o uso de empréstimos da UE para o projeto. O presidente Nawrocki chegou a ameaçar vetar o financiamento, o que poderia levar o governo a buscar fontes alternativas, conforme declarações de Tusk.
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