- Em Bruxelas, no dia 10 de março, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse que, até agora, a Rússia é a única vencedora da guerra no Oriente Médio, com os preços de energia subindo.
- segundo Costa, a guerra permite à Rússia obter recursos para financiar o conflito contra a Ucrânia, além de se beneficiar da desvio de capacidades militares que poderiam apoiar a Ucrânia.
- ele afirmou ainda que a atenção internacional à frente ucraniano diminui, conforme o conflito no Oriente Médio ganha destaque.
- Costa destacou a necessidade de proteger a ordem internacional baseada em leis e a volta de todas as partes à mesa de negociações.
- ele ressaltou que liberdade e direitos humanos não se alcançam com bombas e que o direito internacional sustenta esses princípios, pedindo evitar nova escalada.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou em Bruxelas que, até o momento, a Rússia é o único vencedor do conflito no Oriente Médio. A declaração foi feita durante fala a embaixadores da UE nesta terça-feira, 10 de março.
Costa destacou que o andamento do conflito permite à Rússia obter recursos para financiar sua ofensiva na Ucrânia, com o aumento dos preços de energia. Segundo ele, a guerra no Oriente Médio desvia capacidades militares que poderiam ser usadas na frente ucraniana.
O líder europeu reforçou a necessidade de preservar a ordem internacional com base no direito, ressaltando que esse regime está sob desafio por parte dos Estados Unidos. Ele pediu que todas as partes retomem as negociações para evitar escaladas.
Contexto e implicações
Costa afirmou que a atenção global está voltando ao Oriente Médio, o que, na visão dele, reduz o foco nas ações russas na Ucrânia. Ele enfatizou que liberdade e direitos humanos não se alcançam por meio de bombardeios, mas pelo cumprimento de normas internacionais.
Ele também alertou para o risco de nova escalada que comprometeria a região, a Europa e além. Segundo o chefe do bloqueio advogou pela cooperação entre países para tratar as questões de segurança de forma pacífica.
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