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Vozes na passagem montanhosa Irã-Turquia com risco de tragédia

Na passagem de Kapıköy, na Turquia oriental, iranianos cruzam buscando contato com familiares enquanto a guerra se expande

Leila, 45, from Shiraz, Iran, poses for a portrait ahead of crossing from Turkey into Iran, in Van province, Turkey, March 6, 2026. Leila had been staying in Istanbul, where she occasionally assists academics connected with a German historical research institution. But after losing contact with her family in Shiraz, she decided she had to return home.
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  • No passo Kapıköy, na província turca de Van, iranianos chegam após uma semana marcada por guerra, longas jornadas e cortes de comunicação.
  • O fluxo entre Irã e Turquia segue constante, com viajantes tentando chegar a Van ou reconectar-se com familiares do outro lado da fronteira.
  • As motivações vão desde bombas em cidades até perda de contato com parentes, além de questões de trabalho ou visitas a parentes doentes.
  • Há menções de expectativas políticas no Irã, com some pessoas esperando mudanças e citando a possibilidade de Reza Pahlavi ganhar apoio em protestos futuros.
  • Casos individuais incluem pessoas buscando vistos para familiares em outros países, retorno ao Irã e viagens a cidades como Istambul, Mashhad e Teerã.

O movimento de Irã para a Turquia se intensificou na fronteira de Kapıköy, no leste da Turquia, onde famílias e viajantes isolados atravessam o passo de montanha sob neve. A passagem ocorre em Van, em meio a uma semana marcada pela guerra, longas jornadas, quedas de sinal e uso de telefones emprestados.

Centenas de iranianos cruzaram nos últimos dias, buscando reestabelecer contato com parentes e buscar refúgio. As viagens ocorreram principalmente por terra após cancelamentos de voos, com muitos levando apenas bagagens pequenas e um telefone sem SIM local. A tensão aumenta à medida que o conflito regional se expande.

Diversos relatos indicam que as pessoas deixam o país por bombardeios em cidades, interrupção de contatos familiares ou perda de serviços. A cidade de Van é vista como próximo destino, a cerca de duas horas de viagem, onde muitos tentam retomar a comunicação com o exterior.

Entre os relatos, um homem de 61 anos que vive na Holanda descreveu o clima de incerteza no Irã, com parte da população aguardando sinais de mudança política. Ele mencionou a possibilidade de uma mobilização caso haja protestos significativos, citando a figura de Reza Pahlavi como potencial ponto de referência.

Outra viajante, com 45 anos, retornava de Istambul para o Irã após perder contato com familiares em Shiraz. A necessidade de estar perto dos entes queridos em meio ao risco impulsionou a decisão de retornar, mesmo diante de incertezas sobre a situação no Irã.

Um cidadão de 35 anos relatou ter fugido de Teerã pouco antes da eclosão do conflito, levando a família para fora do país. Ele descreveu o percurso pelo Irã até a fronteira como exaustivo, buscando auxílio para regularizar a situação de vistos para a esposa e os filhos no exterior.

Outro viajante, natural do Afeganistão, contou ter vindo de Mashad para encontros familiares, descrevendo o trajeto como longo, com parte da viagem em trem e carro. Em Mashad, a vida continuava em meio à comoção geral, com atividades comerciais em funcionamento.

Um morador egípcio que cruzou a fronteira sem SIM turco ou moeda local afirmou depender de contatos no Egito para seguir viagem, com planos de chegar a Cairo. Ele relatou interrupções no trabalho no Irã, onde atuava no setor de mármore e granito, intensificando a decisão de sair.

Entre as histórias, uma mulher mais velha explicou que deixou Teerã devido aos bombardeios e que, se a situação no Irã se estabilizar, pretende retornar. Ela viajava com destino a Istambul para ficar perto da filha estudando na cidade.

Duas jovens, irmãs, cruzaram para a Turquia com a mãe, buscando, no futuro, migração para Londres. Uma menina de 9 anos comentou que a situação no Irã não era favorável, mas expressou expectativa e alegria pela travessia.

Outra família, com um casal e uma filha de 6 anos, viajou rumo à costa sul da Turquia para encontrar a filha que vive na região, indicando o desejo de reunião familiar. Em geral, muitos refugiados preferem ao menos estar próximos de entes queridos, mesmo em meio ao risco.

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