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China amplia influência sobre a Coreia do Norte; Kim Jong Un pronto para atender

China avança na aproximação com a Coreia do Norte, ampliando infraestrutura fronteiriça e comércio, sinalizando maior influência regional

North Korean servicemen walk at a newly constructed embankment in Hadan district of Sinuiju, seen from Dandong
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  • A China está reforçando sua influência sobre a Coreia do Norte, buscando uma reaproximação econômica e diplomática após anos de atritos.
  • Kim Jong Un chegou a Pequim de trem blindado para uma parada militar; cinco semanas depois, o premiê chinês Li Qiang foi a Pyongyang em sinal de reciprocidade.
  • A Reuters aponta que Beijing quer ampliar comércio e investimentos e que infraestrutura na fronteira está sendo desenvolvida, incluindo rodovias e instalações portuárias.
  • As exportações da China para a Coreia do Norte atingiram 2,3 bilhões de dólares no ano passado, com aumento de 25% na comparação anual; há também foco em recursos estratégicos como tungstênio e molibdênio.
  • Prevê-se que a retomada de serviços de trem de Beijing a Dandong e Pyongyang possa indicar retorno gradual do turismo e maior integração econômica, ainda que o turismo e a desnuclearização continuem em processo.

A China intensifica a relação com a Coreia do Norte, buscando reter influência estratégica na região. Em setembro, Kim Jong Un chegou a Pequim de trem blindado para desfile militar, sinalizando afrouxo nas tensões. Quatro semanas depois, Li Qiang foi a Pyongyang e autoridades chinesas falaram em abrir “um novo capítulo”.

A Reuters analisou dados comerciais, percorreu parte da fronteira de 1.350 km e ouviu cerca de 40 fontes, entre norte-coreanos e chineses. O objetivo de Pequim é ampliar o intercâmbio econômico e reduzir a proximidade de Pyongyang com Moscou, em meio a sanções internacionais.

A atuação de Pequim ocorre em meio a uma mudança de cenário regional, com a Coreia do Norte facilitando cooperações em áreas política, econômica e militar. A busca por investimentos e matérias-primas reforça a dependência do país frente a Pequim.

Da fronteira de Dandong, imagens de satélite mostram obras de infraestrutura que indicam preparação para maior tráfego transfronteiriço. Estradas, portos e instalações portuárias estão sendo expandidos, segundo a análise da Reuters e de especialistas.

Enquanto o comércio sino-norcoreano atingiu US$ 2,3 bilhões no último ano, aumento de 25%, as autoridades chinesas anunciaram a retomada de serviços ferroviários de Beijing a Pyongyang, via Dandong, com restrições a viajantes de negócios norte-coreanos.

BRIDGING THE DIVIDE

Em Dandong, ajustes logísticos ganham forma com sinalização de rotas de entrada para caminhões e veículos de passageiros na ponte antiga sobre o Yalu. A região também ganhou um espaço esportivo no novo zone industrial fronteiriço.

Obras continuam em portos de Quanhe, Nanping e Sanhe, além de novas vias e prédios, segundo imagens de satélite. No lado norte-coreano, desenvolvimentos incluem uma unidade de alfândega e armazéns, com avanços interrompidos no fim do ano passado.

O endurecimento de sanções da ONU limita as exportações tradicionais da Coreia do Norte, mas Pequim amplia a compra de itens intensivos em mão de obra e matérias-primas como brinquedos, perucas e metais estratégicos, fortalecendo a posição econômica de Pyongyang.

WIGS, FAKE BEARDS — AND TUNGSTEN

Especialistas observam que a Coreia do Norte se beneficia com a venda de materiais como molibdênio e tungstênio, usados em componentes de foguetes, enquanto a China importa grandes volumes de itens manufaturados de força de trabalho norte-coreana. A tendência ajuda a consolidar ligações econômicas.

A cooperação política também avança: a Coreia do Norte apoiou publicamente a posição da China sobre Taiwan, e Kim Jong Un sinalizou que avanços com os EUA dependem da postura de Washington, em meio a negociações com Pequim e Moscou.

Apesar do avanço, mudanças efetivas permanecem lentas. Dandong ainda registra tráfego restrito e uma ponte que continua inativa, alimentando expectativas de melhoria gradual na relação econômica entre os dois países.

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