- O Irã começou a instalar minas no Estreito de Ormuz, ponto-chave para o petróleo mundial, segundo relatos de inteligência dos EUA.
- Até o momento foram colocadas apenas dezenas de minas, mas Teerã dispõe de 80% a 90% de suas embarcações lançadoras, podendo instalar centenas na hidrovia.
- O Comando Central dos EUA divulgou vídeo de ataques a navios lança-minas iranianos; EUA dizem ter eliminado 16 embarcações lança-minas próximos ao estreito e o presidente Donald Trump pediu remoção imediata.
- A Guarda Revolucionária mantém lanchas rápidas para atuar no estreito, aumentando a ameaça pela mobilidade, apesar de vulneráveis pela falta de blindagem.
- Relatórios indicam um arsenal iraniano entre cinco mil e seis mil minas navais, incluindo minas de fixação magnética, ancoradas e de fundo, com diferentes métodos de lançamento.
O Irã iniciou a instalação de minas no Estreito de Ormuz, corredor estratégico que concentra cerca de um quinto do petróleo mundial. Segundo fontes familiarizadas com relatórios de inteligência dos EUA, o avanço ainda é limitado a algumas dezenas de minas nos últimos dias.
As fontes apontam que Teerã mantém entre 80% e 90% de suas pequenas embarcações e equipamentos de lançamento, o que permitiria, em teoria, a colocação de centenas de minas na hidrovia. O monitoramento ocorre em meio a tensões crescentes na região.
Na terça-feira (10), o Comando Central dos EUA divulgou vídeo que, segundo eles, mostra ações de embarcações lançadoras de minas iranianas. Em nota, o comando informou ter eliminado 16 navios lança-minas nas proximidades do estreito.
O governo dos EUA tem destacado a ameaça representada pelas lanchas rápidas da Guarda Revolucionária, destacando a mobilidade e a possível vulnerabilidade de navios de grande porte. O Irã mantém lançadores de mísseis na costa norte do Estreito, segundo análises militares.
As minas navais, parte da estratégia iraniana, são consideradas de alto risco para navios petroleiros avaliados em milhões de dólares. Especialistas ressaltam que o estreito permanece sob vigilância intensa por parte de potências regionais e internacionais.
Segundo o Centro Robert Strauss para Segurança e Direito Internacional da Universidade do Texas, minas navais ampliam o raio de dano com explosões subaquáticas que geram bolhas, ondas de choque e vácuos. O centro explica ainda que esse tipo de arma pode ser ativado por contato, influência ou orientação remota.
O Irã pode usar minas de contato, de influência ou ascendentes, de acordo com o Strauss Center. Em águas mais profundas, minas ascendentes disparam projéteis com ogivas contra alvos. Embarcações de guerra, navios de patrulha e até pequenas embarcações podem atuar na sua colocação.
Relatório do Congresso dos EUA, publicado em 2025, estima um arsenal iraniano entre 5 mil e 6 mil minas navais. O documento analisa impactos no petróleo e em interrupções no Estreito de Ormuz após o conflito de 12 dias entre Irã, Israel e EUA em junho de 2025.
As autoridades norte-americanas destacam variedade de tipos, incluindo minas magnéticas, ancoradas e de fundo. A avaliação aponta que o Irã domina grande parte da costa norte do estreito, com capacidade de ampliar operações conforme necessário.
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