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Grupo ligado ao Irã reivindica ciberataque a empresa médica dos EUA

Grupo ligado ao Irã reivindica ciberataque à Stryker, destruição de mais de 200 mil sistemas e vazamento de 50 terabytes, em retaliação a ataque a escola; atingiu 79 escritórios no mundo

Ciberataque — Foto: REUTERS/Kacper Pempel/Illustration/File Photo
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  • Grupo Handala, ligado ao Irã, reivindicou ataque cibernético em larga escala contra a Stryker, em retaliação à ofensiva militar contra o Irã.
  • Alega ter destruído mais de 200 mil sistemas e extraído 50 terabytes de dados da empresa.
  • Afirma ter atingido escritórios da Stryker em 79 países e que todos os dados roubados estão nas mãos dos povos livres do mundo.
  • A Stryker informou interrupção global da rede no ambiente da Microsoft; autoridades dizem que o incidente está contido e não há indícios de ransomware.
  • O grupo também afirmou ter atacado a Verifone e já reivindicou ações contra empresas israelenses e do Golfo Pérsico.

Um grupo de hackers vinculado ao Irã reivindicou nesta quarta-feira a autoria de um ataque cibernético em larga escala contra a Stryker, empresa americana de tecnologia médica. O alvoroço ocorreu após uma ofensiva militar contra o Irã, segundo o grupo Handala.

A Handala afirmou ter destruído mais de 200 mil sistemas e extraído 50 terabytes de dados da Stryker. O grupo disse que a ação foi uma resposta ao ataque à escola de Minab, no Irã, que deixou dezenas de mortos, de acordo com autoridades locais.

Segundo a reivindicação, os escritórios da Stryker em 79 países foram impactados, e todos os dados roubados estariam sob controle dos povos livres do mundo. O Handala também afirmou que a operação marca o início de um novo capítulo na guerra cibernética.

A Stryker informou uma interrupção global da rede em seu ambiente Microsoft, sem indícios de ransomware ou malware. A empresa afirmou que o incidente está contido, segundo relatos citados pela imprensa.

A ASF (Verificação) indica que as interrupções teriam ocorrido pouco depois da 1h, horário de Brasília, nesta quarta-feira. A AFP não confirmou de forma independente as alegações do grupo.

Contexto e desdobramentos

O Handala já havia reivindicado ataques recentes contra empresas de Israel e do Golfo. Especialistas em cibersegurança associam o grupo ao regime iraniano, segundo avaliações de consultorias.

Relatórios de observação indicam que a atividade do Handala envolve hacking, vazamento de dados e, em alguns casos, doxxing. Dispositivos com Windows ligados às redes da Stryker teriam sido apagados remotamente, conforme análise de observadores.

A Stryker, com sede em Kalamazoo, Michigan, emprega cerca de 56 mil pessoas e projeta receita de quase US$ 25,1 bilhões para 2025. A empresa fabrica implantes ortopédicos, instrumentos cirúrgicos e sistemas de cirurgia robótica.

Reação e próximos passos

O grupo Handala afirmou continuar com ações contra alvos estratégicos na região. A Verifone, empresa de pagamentos, também teria sido alvo de ataques reivindicados pelo grupo.

A verificação independente das alegações permanece em andamento, e autoridades e empresas envolvidas não divulgaram comentários adicionais neste momento.

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