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Irã autoriza passagem de alguns navios pelo estreito de Ormuz

A hidrovia, crucial para o comércio global de petróleo, permanece com circulação restrita desde o início do conflito no Oriente Médio.

Países que se juntaram à ofensiva contra o Irã não devem ter passagem segura pelo estreito
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  • O Irã afirmou ter permitido a passagem de navios de alguns países pelo estreito de Ormuz, mas disse que nações alinhadas à ofensiva não devem se beneficiar de trânsito seguro pela rota estratégica.
  • A hidrovia permanece com circulação restrita desde o início das hostilidades, dificultando o comércio global de petróleo.
  • Em entrevista à AFP, o vice-ministro das Relações Exteriores Majid Takht-Ravanchi afirmou que Teerã coopera com países que solicitaram passagem e que os que participaram da agressão não devem ter trânsito garantido.
  • Takht-Ravanchi negou que o Irã esteja instalando minas na via marítima, dizendo que isso não é verdade.
  • A Reuters informou que petroleiros com bandeira da Índia poderiam receber autorização para atravessar Ormuz, mas uma fonte iraniana fora do país contestou o acordo formal; ainda, o petroleiro Shenlong, com petróleo saudita, chegou a Mumbai, sendo o primeiro cargueiro de petróleo bruto no país desde o início do conflito.

O Irã informou que autorizou a passagem de navios de alguns países pelo estreito de Ormuz, em meio ao atual conflito com Estados Unidos e Israel, mas avisou que nações alinhadas à ofensiva militar podem não ter trânsito seguro pela rota estratégica. A hidrovia continua com circulação restrita desde o início das hostilidades.

A via permanece crucial para o comércio global de petróleo e, segundo autoridades iranianas, a cooperação ocorre apenas com países que solicitaram passagem.

Majid Takht-Ravanchi, vice‑ministro das Relações Exteriores, disse à AFP que Teerã está aberto a atravessar o estreito com parceiros que o pediram, sem mencionar nomes. Ele indicou que o Irã não garante trânsito a quem estiver na linha de frente da agressão.

Alguns pontos da declaração colocam Em destaque a linha de que países que contribuíram para a agressão não devem usufruir de passagem segura pelo estreito, segundo o vice-chancellor. Também foi negada a informação de que o Irã esteja instalando minas na área marítima, reação a afirmações de autoridades dos EUA.

Avanços no trânsito e posições internacionais

Takht-Ravanchi afirmou que o Irã busca garantias de que uma nova guerra não será imposta no país, citando o cessar-fogo temporário do ano anterior e o reagrupamento dos adversários desde então.

A Reuters mencionou que petroleiros com bandeira da Índia podem obter autorização para atravessar Ormuz, conforme informou uma fonte governamental indiana. Uma fonte iraniana fora do país contestou a existência de um acordo formal.

Segundo o governo da Índia, os ministros das Relações Exteriores dos dois países conversaram três vezes recentemente sobre segurança na navegação e abastecimento energético. A comunicação contínua busca reduzir riscos para o tráfego marítimo na região.

Ainda nesta quinta, o Shenlong, um petroleiro saudita, chegou a Mumbai após atravessar o estreito, tornando-se o primeiro navio de petróleo bruto a chegar ao país desde o início do conflito, de acordo com dados da LSEG citados pela Reuters.

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