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Lula liga para Colômbia e México ante debate dos EUA sobre PCC e CV

Lula busca apoio regional para evitar que Estados Unidos classifiquem PCC e CV como organizações terroristas

Os presidentes do Brasil, Lula, e da Colômbia, Gustavo Petro, durante encontro em Bogotá — Foto: Ricardo Stuckert/Palácio do Planalto
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  • Lula ligou para o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, no Palácio da Alvorada para tratar do combate ao crime organizado na região, com a presença do embaixador Celso Amorim.
  • O governo brasileiro busca evitar que os EUA classifiquem o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como Organização Terrorista Estrangeira.
  • O presidente tem intensificado a diplomacy na América Latina, conversando também com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, na segunda-feira anterior.
  • Para receber a designação de Organização Terrorista Estrangeira, são três critérios: ser organização estrangeira, agir com violência ou ter capacidade/intenção, e representar ameaça à segurança dos EUA.
  • A classificação traz efeitos legais, como crime de fornecer apoio material ao grupo, bloqueio de ativos, restrições a transações e isolamento internacional.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligou nesta quarta-feira ao presidente da Colômbia, Gustavo Petro, para discutir o combate ao crime organizado na região. A conversa ocorreu no Palácio da Alvorada e envolveu o assessor Especial Celso Amorim. Não há divulgação de nota oficial do Planalto.

A pauta envolve evitar que os EUA classifiquem o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Lula tem mantido contato com líderes latino-americanos diante do debate sobre FTOs.

A agenda diplomática brasileira tem ganhado tração diante de articulações para evitar a designação de facções como terrorismo por parte de Washington. Na semana, Lula também manteve conversas com outras autoridades regionais sobre o tema.

O que é uma Organização Terrorista Estrangeira (FTO)

Para receber a designação, o Departamento de Estado dos EUA avalia três pilares: ser estrangeira, atuar ou ter capacidade de atuar em atividades terroristas e representar ameaça à segurança dos EUA. A identificação acarreta medidas legais e políticas.

A designação facilita o isolamento internacional de grupos, bloqueia ativos financeiros e restringe transações. Membros podem ter vistos negados ou serem deportados, conforme o caso, e o financiamento fica mais difícil de contornar.

Consequências administrativas e legais

A classificação de FTO impõe medidas que afetam apoio material, como dinero, treinamento ou serviços para o grupo. Ativos podem ficar bloqueados e operações financeiras proibidas. A designação também eleva pressão diplomática para cooperação internacional contra o grupo.

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