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Pelo menos quatro navios são atacados no Estreito de Ormuz

Ataques no Estreito de Ormuz elevam a tensão regional, com impactos potenciais na oferta global de petróleo e volatilidade nos mercados

Navio de bandeira tailandesa atacado no Estreito de Ormuz – foto: Marinha da Tailândia/AFP
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  • Pelo menos quatro navios foram atacados na região do Estreito de Ormuz nesta quarta-feira, segundo a agência marítima UKMTO.
  • Um porta-contêineres, dois cargueiros e um graneleiro com bandeira da Tailândia foram atingidos por projéteis não identificados; 20 tripulantes do graneleiro foram resgatados.
  • Os ataques ocorrem em retaliação aos bombardeios dos Estados Unidos e de Israel; Washington afirmou ter destruído 16 navios iranianos de minas perto do estreito.
  • A situação levou a discussões sobre reservas energéticas em reunião do G7 e pode levar a medidas emergenciais para evitar escassez de combustível.
  • O petróleo teve alta, com o Brent acima de 92 dólares o barril e o WTI próximo de 88 dólares; o Estreito de Ormuz sofre forte pressão geopolítica, pela passagem de cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito mundial.

Pelo menos quatro navios foram alvo de ataques na região do Estreito de Ormuz nesta quarta-feira, 11. A área é apontada como estratégica para o comércio global de petróleo e gás. A violência intensifica a crise no Golfo, em meio a retaliações regionais.

A agência marítima UKMTO informou que um porta-contêineres, dois cargueiros e um graneleiro com bandeira da Tailândia foram atingidos por projéteis desconhecidos enquanto trafegavam pela passagem. Em um dos casos, os 20 tripulantes foram resgatados.

Segundo a Marinha da Tailândia, o graneleiro tailandês transitava pelo estreito quando ocorreu o ataque. Não houve confirmação de mortos. Navios envolvidos seguem sob monitoramento das autoridades internacionais.

Contexto e desdobramentos

As ações ocorrem em meio a ataques de represália do Irã contra infraestruturas de petróleo do Golfo, em resposta a ofensivas de EUA e Israel. Em Washington, as forças americanas afirmaram ter destruído 16 navios iranianos de minas perto do estreito.

A possibilidade de uso de reservas estratégicas de petróleo foi cogitada pela Agência Internacional de Energia, segundo jornal norte-americano, Reuters? (informação a confirmar). O G7 deve discutir, por videoconferência, medidas sobre segurança energética.

O estreito continua sob influência de ações iranianas, com impactos próximos aos mercados globais. O barril de WTI oscila em torno de 88 dólares e o Brent fica acima de 92 dólares, marcando volatilidade acentuada.

Reações internacionais e cenário regional

O presidente dos EUA ameaçou o Irã com consequências militares caso minas sejam instaladas na região. Autoridades dos Emirados Árabes Unidos relataram explosões em Doha e feridos por drones perto de Dubai.

A Arábia Saudita informou ter interceptado drones que se dirigiam ao campo de Shaybah e ter recebido ataques a uma base que abriga militares americanos. O conflito envolve ainda Israel, Hezbollah e ações no Líbano.

As autoridades iranianas reiteraram ataques considerados parte de uma escalada militar. Até o momento, não houve confirmação de cessar-fogo ou de desescalada pela comunidade internacional.

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