- Um dirigente do NCRI afirmou que a guerra EUA-Israel contra o Irã não derrubará o regime clerical; apenas uma revolta popular com resistência interna poderia fazer isso.
- Cerca de duas semanas de bombardeios deixaram cerca de 2 mil mortos no Irã, incluindo o líder supremo Ayatollah Ali Khamenei, e danificaram grande parte do aparato militar e de segurança.
- O Irã respondeu com ataques, provocando caos nos mercados globais de energia e no transporte, enquanto o Corpo Revolucionário da Guarda Islâmica ampliou o controle do poder e prometeu reprimir protestos.
- Mohaddesin disse que não vê realista uma eventual implantação de tropas terrestres dos EUA.
- Autoridades israelenses destacam que um dos objetivos é enfraquecer o aparato de segurança para permitir que o povo iraniano assuma o controle de seu destino.
Mohammad Mohaddesin, chefe de política externa do Conselho Nacional de Resistência Iraniana (NCRI), afirmou que a ofensiva entre EUA e Israel não derrubará a liderança clerical do Irã. Segundo ele, apenas um levante popular com resistência interna seria capaz de alterar o poder.
Ele destacou que, mesmo com grande contingente militar no terreno, o apoio popular é essencial para qualquer mudança de regime. O NCRI reconhece que não tem condições de derrubar o regime sozinho, mas vê o retorno de protestos de massa após o fim dos bombardeios como um passo significativo.
Mohaddesin também apontou que a cooperação com a resistência interna pode mudar o equilíbrio de poder ao longo do tempo. Analisou que a militarização sem apoio popular seria insuficiente para desestabilizar o regime vigente.
Atores e contexto
O NCRI, também conhecido pelo seu nome em farsi Mujahideen-e-Khalq, é visto como uma das poucas forças oposicionistas com capacidade de mobilizar apoio entre exilados e opositores internos. Seu posicionamento ocorre em meio a uma onda de protestos na região.
Autoridades israelenses indicaram que um objetivo da operação é enfraquecer o aparato de segurança iraniano, facilitando um processo em que o povo do Irã possa definir seu destino. As ações também geram impactos em mercados de energia e rotas de transporte globais.
A ofensiva, que já ultrapassou duas semanas, causou mortes e danos significativos no Irã, segundo fontes oficiais. O Irã respondeu com ataques recíprocos, ampliando o impacto da crise para além de suas fronteiras.
O panorama atual aponta que a solução para a crise envolve uma combinação de resistência interna e pressão internacional, com preparação para manter a mobilização se os bombardeios cessarem. A natureza exata de um eventual desfecho segue sem definição clara.
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