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Israel bombardeia centro de Beirute e ameaça ampliar ocupação no Líbano

Ofensiva israelense atinge Beirute e amplia ocupação do sul do Líbano até quarenta quilômetros, com dezenas de mortos e centenas de milhares de deslocados

Una columna de humo cubre los suburbios del sur de la capital libanesa, Beirut, tras los ataques israelíes durante la escalada bélica con Hezbolá este jueves.
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  • Israel realizou ofensiva aérea de grande porte contra o Líbano, bombardando Beirut duas vezes, e anunciou a possibilidade de ampliar a ocupação no sul do país, até 40 quilômetros rumo ao norte.
  • O governo israelense disse ter advertido autoridades libanesas para desarmarem o Hezbollah, enquanto a artilharia israelense afirma ter reagido a mais de 200 disparos vindos do Líbano durante a noite.
  • Hezbollah, com aliado iraniano, lançou a primeira operação conjunta contra Israel, com cerca de 200 foguetes e 20 drones, caracterizando a maior ofensiva desde o início da escalada recente.
  • No Líbano, já há 12 mortos e cerca de 30 feridos registrados pelas autoridades locais; desde 2 de março, o país soma 687 mortos e 1.774 feridos, segundo balanços oficiais.
  • A ONU/UNIFIL registraram intenso tiroteio acima da Linha Azul, com mais de cento e vinte projéteis entre os dois lados e preocupação com o deslocamento de centenas de milhares de moradores no sul do Líbano.

Israel intensificou sua ofensiva após o ataque de Hezbolá, nesta quinta-feira, no Líbano. O exército israelense bombardeou Beirut duas vezes e ampliou a possível ocupação no sul do país, como resposta aos disparos que recebeu durante a noite anterior. A ofensiva ocorreu em meio a tensões acentuadas entre Israel e grupos pró-iranianos.

Segundo autoridades israelenses, mais de 200 disparos foram registrados desde o Líbano na noite anterior. O ministro da Defesa, Israel Katz, disse ter advertido o Líbano de que ampliaria a ocupação terrestre do sul caso o país não desarmasse Hezbolá. Autoridades libanesas citam risco de escalada.

Na noite de quarta, Hezbolá e aliados iranianos lançaram a primeira operação conjunta contra Israel. O porta-voz das tropas israelenses, Nadav Shoshani, informou que o ataque envolveu cerca de 200 foguetes e 20 drones, a maior operação recente vindo do Líbano.

Desdobramentos em Beirut

Aviões israelenses atacaram dezenas de alvos em Dahiyeh, distritos ao sul de Beirut. O governo de Israel afirmou visar instalações e capacidades militares da milícia. Dahiyeh abriga um grande contingente de apoiadores de Hezbolá e tem sido foco de ataques anteriores.

Boletim do Ministério de Saúde libanês aponta 12 mortes e dezenas de feridos só nesta manhã. Os números anteriores indicavam 687 mortos e 1.774 feridos desde o início do conflito, em março, com crianças entre as vítimas.

Reação internacional e cenário humanitário

Cascos azuis da ONU em Beirute expressaram preocupação com a escalada acima da Linha Azul. Relatos apontam que mais de 700 mil pessoas vivem na área atingida por expulsões obrigatórias e destruição de áreas municipais, elevando o risco humanitário.

A missão da ONU destacou que houve mais de 120 lançamentos de território libanês contra Israel e resposta com ataques aéreos e ataques de artilharia. Observadores mencionam risco de descolamento de uma crise regional mais ampla.

Contexto político e militar

Parcerias com aliados regionais intensificaram-se, com Israel defendendo ações para conter Hezbolá. Enquanto a cooperação militar permanece, autoridades libanesas pedem desarmar a milícia para abrir espaço a negociações diretas com Israel. O cenário permanece muito volátil.

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