- O Exército de Israel retirou as acusações contra cinco soldados suspeitos de abuso a um detido palestino durante a guerra em Gaza.
- A decisão foi anunciada no momento em que a atenção do país está voltada para a guerra com o Irã.
- O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu elogiou a decisão, dizendo que o Estado deve perseguir inimigos, não os seus próprios soldados.
- O caso ganhou notoriedade após protestos de direita e vazamento de vídeo do suposto abuso pela alta legalidade militar, que resultou na renúncia da advogada-geral Yifat Tomer-Yerushalmi.
- O tenente-general Itai Ofir retirou as acusações em parte por “circunstâncias excepcionais” que prejudicaram a continuidade do processo e pela necessidade de garantir um julgamento justo; o caso envolve indícios de que o detainee, ainda em Gaza, pode comprometer as provas.
Israel retirou nesta quinta-feira as acusações contra cinco soldados investigados por suposto abuso de um detido palestino durante a guerra de Gaza. O anúncio ocorreu em Jerusalém, em meio ao foco do país no conflito com o Irã. A decisão foi tomada pela chefia militar, citando circunstâncias excepcionais que prejudicaram a viabilidade de prosseguir com o processo, sem prejudicar o direito a um julgamento justo.
O caso ampliou tensões internas sobre o papel dos militares em ações contra prisioneiros inimigos. Protestos de apoiadores de linhas mais duras e o vazamento de vídeo das supostas abusos contribuíram para o debate público. A chefia jurídica militar enfrentou questionamentos após divulgar imagens do suposto abuso a veículos de imprensa locais.
Além disso, o processo ganhou repercussão internacional e levou à renúncia da advogada-geral, Yifat Tomer-Yerushalmi, em outubro, após a qual foi presa por alegado vazamento. O substituto, Itai Ofir, afirmou que o ajuste das acusações preserva o direito a um julgamento justo, mesmo diante da situação que envolve a presença do detainee no Gaza.
Contexto institucional
O material obtido por meio de câmeras de segurança mostra um detido sendo afastado e cercado por soldados, com uso de cães e de equipamentos de proteção para ocultar ações, segundo relatos que acompanharam o caso.
Desdobramentos do caso
As acusações examinadas apontavam para abuso grave e ferimentos, incluindo relato de perfuração com objeto cortante, conforme a acusação original. O detido em questão foi libertado para Gaza em outubro, como parte de um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, e não teve identificação pública dos envolvidos.
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