- O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que a visita de Darren Beattie a Jair Bolsonaro pode configurar ingerência estrangeira em ano eleitoral.
- A manifestação foi enviada ao Supremo Tribunal Federal na quinta-feira (12), destacando o agravante do contexto eleitoral.
- A defesa de Bolsonaro pediu reajuste da data da visita; o Itamaraty informou que não houve agenda diplomática oficial entre Beattie e o governo brasileiro.
- Beattie deve chegar a Brasília na segunda-feira (16) e ficar até quarta-feira (18); a visita à prisão já havia sido autorizada.
- A justificativa oficial para o visto foi participação no Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos; o governo brasileiro contesta a ausência de menção a encontros não comunicados.
- A embaixada dos EUA pediu reunião entre Beattie e Marcelo Della Nina, chefe da Coordenação-Geral de Ilícitos Transnacionais, mas a agenda não foi confirmada.
Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores, afirmou que a visita de Darren Beattie, assessor do governo dos EUA, ao ex-presidente Jair Bolsonaro pode configurar ingerência estrangeira no Brasil, especialmente em ano eleitoral. O posicionamento foi enviado ao STF na quinta-feira (12).
O ministro informou que houve questionamento de Alexandre Moraes sobre a existência de agenda diplomática oficial entre Beattie e o governo brasileiro, pedido pelo ministro à defesa. A Justiça autorizou a visita à prisão, mas houve pedido de reagendamento.
Apesar da ausência de encontros com autoridades brasileiras, Vieira reconheceu que a visita foi comunicada ao Itamaraty. Beattie deve chegar na segunda-feira (16) e permanecer até quarta-feira (18).
Detalhes da agenda e justificativas
A justificativa oficial para a concessão de visto foi participação no Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos. Contudo, o chanceler afirmou que não havia menção a eventuais encontros não comunicados ou visitas fora do objetivo declarado, e reforçou que o visto não autorizava visitas ao 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal.
A Embaixada dos EUA em Brasília pediu uma reunião entre Beattie e Marcelo Della Nina, chefe da Coordenação-Geral de Ilícitos Transnacionais (Cocit). Até o momento, a agenda não foi confirmada.
Entre na conversa da comunidade