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Moraes nega visita de assessor de Trump a Bolsonaro após ouvir Mauro Vieira

Moraes nega visita de assessor do Departamento de Estado dos EUA a Bolsonaro, após Mauro Vieira apontar falta de contexto diplomático e de comunicação prévia

Ministro reconsiderou decisão após Mauro Vieira apontar risco de "ingerência em assuntos internos". (Foto: Antonio Augusto/STF)
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  • O ministro Alexandre de Moraes negou a visita do assessor do departamento de Estado dos EUA, Darren Beattie, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, após reconsiderar a decisão anterior.
  • Moraes acolheu argumentos do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ao entender que a justificativa de visto apresentada por Beattie não autorizava a visita no território brasileiro.
  • O assessor havia afirmado participação no Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos, mas não citou eventual visita ao 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal.
  • O ministro apontou que a visita não estava inserida no contexto diplomático que autorizou o visto, não foi comunicada previamente e poderia exigir reanálise do documento.
  • O Itamaraty reconhece que a embaixada dos EUA informou sobre a visita a Bolsonaro, mas Moraes avalia que comunicação verbal não é suficiente; Beattie deve chegar ao Brasil na segunda-feira (16) e retornar na quarta (18).

O ministro Alexandre de Moraes negou a visita do assessor do Departamento de Estado dos EUA, Darren Beattie, ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (12) após reconsideração do caso.

Moraes acolheu os argumentos do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que apontou a justificativa do pedido de visto. Beattie citou apenas participação no Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos, sem mencionar a passagem pelo 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal.

O ministro entendeu que a visita não estava inserida no contexto diplomático que autorizou o visto, nem foi comunicada previamente às autoridades brasileiras, o que poderia induzir a reanálise do documento.

Moraes mencionou ainda trecho do ofício de Vieira que aponta risco de indevida ingerência em assuntos internos, especialmente em ano eleitoral. O chanceler participou da análise do caso.

O ministro acionou o Itamaraty após a defesa de Bolsonaro pedir a mudança de data para encaixar a agenda de Beattie. Questionou-se se havia agenda diplomática prevista entre os dois governos.

Houve articulação para uma reunião entre Beattie e o chefe da Coordenação-Geral de Ilícitos Transnacionais, Marcelo Della Nina, mas sem confirmação oficial. Beattie deve chegar ao Brasil na próxima segunda-feira (16) e retornar na quarta (18).

Ainda que não haja menção no visto, a Embaixada dos EUA em Brasília informou ao Itamaraty sobre a visita a Bolsonaro, segundo o Itamaraty. Para Moraes, no entanto, a comunicação verbal não é suficiente.

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