- O governo dos Estados Unidos avalia suspender temporariamente a Jones Act para permitir que navios estrangeiros circulem entre portos e transportem combustível e produtos agrícolas essenciais.
- A medida seria de duração limitada, com possível isenção de trinta dias, para manter o fluxo de energia e alimentos aos portos norte‑americanos.
- A ideia busca reduzir interrupções no abastecimento associadas ao conflito entre EUA e Israel com o Irã; decisão ainda não foi finalizada.
- Fontes ouvidas pela Reuters dizem que a isenção pode ajudar a conter aumentos regionais de preços, mas não terá impacto significativo sobre a gasolina em todo o país.
- Dados da associação de motoristas AAA indicam preços médios de US$ 3,60 por galão da gasolina e US$ 4,89 por galão do diesel.
O governo dos Estados Unidos avalia suspender temporariamente a Jones Act, norma centenária de transporte marítimo, para facilitar a circulação de remessas de energia e agrícolas entre portos americanos. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou a imprensa na quinta-feira. A medida buscaria mitigar interrupções de fornecimento associadas aos conflitos regionais.
Segundo Leavitt, a suspensão seria por um período limitado, com objetivo de assegurar que itens vitais cheguem aos portos dos EUA. A pasta não confirmou a decisão final, ainda em avaliação. A hipótese de isenção de 30 dias já circulava entre fontes próximas ao governo.
A ideia surge em meio a pressões para conter a alta dos preços da gasolina, que atingiu 3,60 dólares por galão nos EUA, segundo a AAA. O diesel chegou a 4,89 dólares, o maior valor desde 2022, apontam dados da associação.
A Jones Act exige que mercadorias entre portos dos EUA sejam transportadas por embarcações de bandeira e propriedade norte-americanas. A flexibilização permitiria navios estrangeiros, potencialmente reduzindo custos de transporte e acelerando entregas, especialmente em regiões dependentes de importações.
Analistas ressaltam que a medida pode não provocar grande impacto imediato nos preços da gasolina, mas pode ajudar a conter aumentos regionais, como na Costa Oeste e no Nordeste, diante do cenário global de petróleo.
A decisão final depende de avaliação de defesa nacional e de impactos logísticos. A Casa Branca já sinalizou que a medida ainda não foi oficializada e permanece em estudo, com avaliação de riscos e benefícios a serem analisados.
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