- O Itamaraty usou o princípio da reciprocidade para revogar o visto de Darren Beattie, assessor do presidente dos EUA, Donald Trump.
- Beattie pretendia vir ao Brasil na próxima semana para reunião com Jair Bolsonaro na Papudinha.
- O relator da prisão de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal havia autorizado a visita, mas a defesa pediu nova data, que foi ajustada para 18.
- O Itamaraty disse que a agenda do encontro poderia configurar ingerência indevida em assuntos internos do Brasil, o que levou Moraes a retirar a autorização.
- Bolsonaro foi internado no Hospital DF Star, em Brasília, com broncopneumonia e está na Unidade de Terapia Intensiva.
O Itamaraty aplicou o princípio da reciprocidade para revogar a concessão de visto de Darren Beattie, assessor do presidente dos EUA, Donald Trump. O evidenciado ocorreu nesta sexta-feira, 13, e Beattie pretendia visitar Jair Bolsonaro na Papudinha na próxima semana.
Especialistas explicam que a reciprocidade é uma prática comum nas relações internacionais, em que direitos concedidos a um país costumam ter obrigações equivalentes. O conceito ajuda a evitar que apenas um lado se beneficie das regras.
Beattie havia mobilizado a visita para a próxima semana, com objetivo de encontro com Bolsonaro. A defesa do ex-presidente pediu autorização excepcional para dias 16 ou 17, por agenda do norte-americano.
Procedimento diplomático e desdobramentos
Moraes autorizou a visita, com data para o dia 18, conforme protocolo das visitas à Papudinha. Em seguida, a embaixada dos EUA não detalhou a agenda. O Itamaraty informou que a reunião pode configurar ingerência em assuntos internos, o que levou Moraes a recuar.
Bolsonaro foi internado nesta sexta-feira, 13, no Hospital DF Star, em Brasília, com broncopneumonia. O político permanece na Unidade de Terapia Intensiva para tratamento.
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