- Reunião em Doral, Flórida, reuniu doze países da América Latina para encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, buscando sinalizar uma agenda comum.
- A cúpula, batizada por Trump de “Escudo das Américas”, teve poucos compromissos de política pública e a declaração conjunta tinha apenas meia página.
- Trump proferiu único discurso formal, enfatizando uso de força letal contra cartéis de drogas e elogiando ataques a barcos de tráfico, sem anunciar novos financiamentos.
- Países attendance eram em sua maioria conservadores; Brasil, Colômbia e México não participaram, alegando não terem sido convidados, o que pode ter caráter simbólico.
- Alguns participantes defenderam posições distintas da dos EUA, como a Bolívia, que avisou apoiar uma abordagem baseada no rastreamento do dinheiro para desmantelar gangues e tratar a dependência de drogas como problema de saúde pública.
Leaders from 12 Latin American countries se reuniram com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Doral, Flórida, no último fim de semana. O encontro, promovido por Trump como a cúpula denominada “Escudo das Américas”, ocorreu de modo presencial, com foco em coordenação de agenda comum, embora tenha apresentado pouco conteúdo de políticas específicas.
Trump foi o único chefe de Estado a proferir discurso durante o encontro, em que destacou o uso de força militar contra cartéis. A declaração conjunta, assinada antes da reunião, teve formato curto e não apresentou compromissos novos de financiamento ou planos de cooperação mais amplos. Fontes próximas apontam que os encontros individuais tiveram duração reduzida.
Participantes e adesões
A lista oficial incluiu líderes de 12 países, em sua maioria de espectro conservador ou de direita. Países como Brasil, Colômbia e México não estiveram presentes, alegando não terem sido convidados. A ausência de governos de esquerda não convidados não impediu que o evento sinalizasse alinhamento com a linha de segurança defendida pelos EUA.
Além disso, houve menção de cooperação já existente com países da região em áreas de combate ao narcotráfico, com ênfase na continuidade de parcerias militares e operacionais. Em contrapartida, houve divergência em políticas de drogas em outras nações presentes, que defenderam abordagens diferentes, como tratamento de saúde pública.
Contexto regional e desdobramentos
Entre os temas discutidos, destaca-se o equilíbrio entre ações de combate à droga e as diferentes leituras sobre políticas públicas. Em paralelo, a Bolívia sinalizou, em conferência internacional, uma estratégia de desmantelamento de redes por meio do rastreamento financeiro, enfatizando a saúde pública como parte da resposta ao consumo de drogas.
No terreno externo, autoridades latino-americanas ressaltaram que a presença no encontro não implica aprovação automática de todas as posições norte-americanas, mantendo um espaço para interlocução com Washington em temas de cooperação bilateral. A cúpula também evidenciou a continuidade de diálogos relevantes com Cuba, incluindo discussões sobre liberalização econômica, conforme afirmou o governo cubano.
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