- EUA bombardearam objetivos militares na ilha de Jarg, principal terminal petrolífera do Irã, em retaliação ao bloqueio do estreito de Ormuz; as obras petrolíferas foram poupadas.
- O presidente Donald Trump afirmou ter devastado os alvos militares de Irã na “joia da coroa”, mantendo a infraestrutura petrolífera intacta por decência, com possibilidade de cruzar essa linha se Irã interferir no trânsito no estreito.
- O preço do petróleo subiu significativamente, com o barril Brent ao redor de US$ 100 e picos próximos de US$ 120, consequências de movimentos para bloquear o estreito de Ormuz.
- O Pentágono diz ter atingido mais de cinco mil alvos no Irã e planeja manter o estreito aberto, enviando três navios de desembarque e milhares de fuzileiros; o Departamento de Estado oferta até US$ 10 milhões por informações sobre o líder iraniano Mojtaba Jameneí e outros altos cargos.
- Trump sinalizou possíveis ações adicionais e declarou que a guerra pode durar o tempo que for necessário, em meio a tensões no Golfo Pérsico.
O governo dos Estados Unidos afirma ter atacado alvos militares na ilha de Jarg, importante terminal petrolífera iraniana. A ação foi anunciada por Donald Trump, que descreveu o ataque como resposta a medidas iranianas para bloquear o estreito de Ormuz. Segundo a Casa Branca, a infraestrutura petrolífera permaneceu intacta, por razões de decência.
O ataque ocorreu em meio a uma escalada entre Washington e Teerã desde o fim de fevereiro, quando EUA e Israel lançaram uma ofensiva contra o Irã. O Pentágono informou que atingiu milhares de alvos no território iraniano, mas não confirmou a explosão da principal termelétrica da ilha. Pequenas operações militares foram mantidas para evitar danos econômicos globais.
Para especialistas, a destruição da ilha de Jarg poderia elevar significativamente o preço do petróleo Brent, que já subiu nos últimos dias. A região, situada a cerca de 40 quilômetros da costa iraniana, funciona como ponta de oleodutos que conectam centros de produção a mercados internacionais.
O governo iraniano mantém controle rígido sobre a ilha, que é de acesso restrito e serve como terminal estratégico de exportação de petróleo. Juros geoestratégicos da ilha explicam por que o local tem sido poupado em outras ações militares anteriores.
Paralelamente, o Pentágono enviou três barcos anfíbios e milhares de Marines à região para assegurar o tráfego no estreito de Ormuz, enquanto o Departamento de Estado ofereceu recompensas por informações que levem à captura de líderes iranianos.
O estreito de Ormuz continua sob tensão, com relatos de interrupções no tráfego marítimo devido a ameaças associadas ao regime. Washington afirma que tomará medidas para manter o canal aberto, sem indicar prazos para a estabilização da região.
Iniciativas diplomáticas seguem em paralelo à operação militar, com foco na reabertura do estreito e na forma de cooperação com aliados regionais. O objetivo declarado é evitar novas interrupções no fluxo de petróleo e zelar pela segurança naval na região.
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