- Explosões de grande intensidade sacudiram Teerã nesta sexta-feira, 13, perto de uma manifestação anual de apoio aos palestinos.
- O Exército israelense afirmou ter atacado infraestruturas do regime iraniano e recomendou a evacuação de duas áreas centrais da capital.
- O Dia de Al Qods foi celebrado no Irã, com faixas antiamericanos e a presença do secretário Ali Larijani; o governo iraniano manteve seu discurso de resistência.
- A guerra já provocou mais de três milhões de deslocados, segundo o ACNUR, e manteve o petróleo próximo de cem dólares o barril.
- Na região, houve ações de retaliação e tensão: ataques iranianos a alvos no Golfo, queda de um avião de reabastecimento norte-americano no Iraque (com mortes) e ameaças de grupos pró-iran a interesses franceses.
Fortes explosões abalaram Teerã nesta sexta-feira, 13, atingindo áreas próximas a uma manifestação anual de apoio aos palestinos. Segundo a imprensa estatal, o som dos estilhaços foi ouvido em zonas centrais da capital iraniana, em meio a tempo chuvoso que reduziu a visibilidade.
O Exército de Israel alegou ter realizado ataques diretos contra supostas estruturas do regime iraniano, enquanto recomendou a evacuação de duas áreas centrais de Teerã. Autoridades iranianas não divulgaram detalhes sobre os alvos concretos.
A manifestação de Dia de Al Qods foi acompanhada por mensagens de hostilidade contra os EUA, exibidas em faixas e cartazes. Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, qualificou as ações americanas como fruto do desespero.
A guerra atual provocou deslocamentos internos em massa, com a Acnur estimando mais de três milhões de pessoas deslocadas. Moradores relatam tensões acentuadas e dificuldades, incluindo racionamento de itens básicos.
Enquanto o conflito se estende, a região vive impactos econômicos globais, com altas no preço do petróleo que chegam a rondar os US$ 100 o barril. A Agência Internacional de Energia alerta para a possibilidade de interrupção de abastecimento.
No Irã, Mojtaba Khamenei, novo líder supremo, pediu uma resposta estratégica contra bases americanas no Oriente Médio e apoiou medidas para reduzir a oferta de petróleo, além de defender o controle do Estreito de Ormuz.
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