- O Partido Liberal da Suécia afirmou que apoiará a entrada dos Democratas Suecos, de orientação anti-imigração, no governo após as eleições de setembro, aumentando as chances da direita vencer.
- O bloco de oposição de esquerda lidera as pesquisas, e a direita precisa se unir para tentar formar um governo após a votação de 13 de setembro.
- Os Liberais ainda não tinham dito que apoiariam um governo com os Democratas Suecos; os Democratas dizem que não apoiariam um governo do qual fossem excluídos.
- Os dois partidos concordaram em questões como realizar um referendo em 2030 sobre a adoção do euro e uma política migratória “restritiva, mas humana”.
- Não está claro se o referendo sobre o euro tem apoio dos demais partidos de direita; o euro foi rejeitado pelos suecos em 2003; os Democratas Suecos são o maior partido da direita e apoiam a atual coalizão minoritária após o acordo.
O Liberalismo sueco anunciou nesta sexta-feira apoio à entrada dos Sweden Democrats no governo após as eleições parlamentares de setembro, ampliando as chances da direita vencer. A decisão envolve a participação de um partido da coalizão no governo.
O Liberal Party é o menor do bloco de governo. Os Sweden Democrats defendem uma política de imigração mais restritiva e anti-immigração. Até agora, os Liberais tinham se oposto a um governo com os Democrats.
As eleições estão marcadas para 13 de setembro na Suécia. O objetivo do acordo é facilitar a formação de governo pela direita, diante de pesquisas que mostram o bloco de oposição à frente, caso não haja um acordo entre as demais forças.
Pontos do acordo e o panorama eleitoral
Entre as linhas comuns, há apoio a um referendo em 2030 sobre a adoção do euro e a uma política migratória mais rigorosa, porém humana. Não está claro se outros partidos de direita apoiariam o referendo sobre o euro.
Os Sweden Democrats são o maior partido da direita e apoiam a coalizão atual ampla. O Liberalismo, por outro lado, atua com risco de queda nas urnas, com pesquisas em torno de 2% e possibilidade de saída do parlamento.
O bloco de esquerda permanece dividido e pode levar tempo para formar governo após o pleito. Em 2003, a Suécia rejeitou a entrada na zona do euro, influenciando o debate atual sobre o referendo.
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