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Lula impede entrada de assessor de Trump sem visto de Padilha Itamaraty confirma

Lula exige liberação do visto de Padilha pelos EUA para permitir entrada de assessor de Trump no Brasil; Itamaraty confirma reciprocidade

Presidente justificou proibição como ato de reciprocidade pelos EUA terem bloqueado visto do ministro Alexandre Padilha e família. (Foto: reprodução/Youtube Canal Gov)
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  • O presidente Lula afirmou que Darren Beattie, assessor de Donald Trump, só poderá entrar no Brasil se o visto do ministro Alexandre Padilha for liberado pelos Estados Unidos.
  • A decisão é em reciprocidade ao bloqueio do visto de Padilha e de familiares pelas autoridades norte-americanas no ano passado.
  • Lula citou que Beattie iria a um evento para visitar Jair Bolsonaro, mas foi proibido de vir ao Brasil até a liberação dos vistos de Padilha.
  • O chefe do Executivo ressaltou que o bloqueio de visto atingiu Padilha, a esposa e a filha de 10 anos.
  • A declaração foi feita durante evento no Rio de Janeiro; a matéria indica que mais informações seriam divulgadas em instantes.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o assessor do governo dos EUA, Darren Beattie, só poderá entrar no Brasil se o visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de seus familiares for liberado pelas autoridades norte-americanas. A declaração ocorreu em evento realizado no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (13).

Segundo Lula, a medida é uma resposta de reciprocidade ao bloqueio de vistos que atingiu Padilha, sua esposa e a filha do ministro no ano passado, pelos EUA. O governo brasileiro entende que a restrição foi direcionada aos membros da família do ministro.

O chefe do Executivo destacou que a entrada de Beattie no Brasil depende da liberação do visto de Padilha, para evitar desequilíbrios na relação entre os dois países. A posição foi apresentada como uma forma de manter correspondência entre as medidas de cada parte.

A decisão, segundo o presidente, não se aplica apenas a Padilha, mas também a integrantes da família que tiveram seus vistos recusados. A fala ocorreu durante uma cerimônia pública no estado do Rio de Janeiro, com a participação de assessores governamentais e apoiadores.

O Itamaraty confirmou a existência de interlocuções entre os governos sobre o tema, ressaltando que decisões sobre vistos são prerrogativa das autoridades consulares dos EUA e do Brasil. Não houve anuncio de novas ações ou prazos para a resolução do impasse.

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