- Trump planeja usar pressão econômica para tornar Cuba financeiramente dependente dos EUA, tentando substituir a influência da União Soviética.
- Fontes ouvidas pela Bloomberg News dizem que o objetivo é uma mudança de regime por vias não militares.
- O governo cubano prometeu libertar dezenas de prisioneiros na noite de quinta-feira, em resposta à pressão externa.
- Os EUA intensificaram medidas contra Cuba desde janeiro, incluindo quarentena sobre petróleo; vendas de combustível ao governo cubano estão restritas, mas podem ocorrer para o setor privado.
- Díaz-Canel sinaliza disposição para negociar, desde que em igualdade; Cuba alerta para reforçar defesas, reconhecendo dificuldades econômicas pela ausência de grandes recursos naturais.
Donald Trump avalia Cuba como alvo de uma nova estratégia de pressão econômica, seguindo o modelo que já aplicou na Venezuela. Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg News, a ideia é tornar Havana financeiramente dependente de Washington, em vez de buscar uma intervenção militar.
A leitura aponta que o o plano prevê substituir a União Soviética, que sustentou Cuba até 1991, pelo poder econômico americano. A meta é pressionar o regime cubano por meio de medidas financeiras e comerciais, reduzindo espaço para a economia estatal.
Em Washington, o debate se aproxima da ideia de uma mudança de governo em Cuba, com críticas ao presidente Miguel Díaz-Canel pela condução econômica. Fontes indicam que há interesse em uma transição negociada, não explosiva, para evitar impactos abruptos.
Paralelamente, autoridades cubanas enfrentam o embate com o governo dos EUA. Havana promete libertar dezenas de prisioneiros em resposta às pressões recentes e reforça a defesa militar como resposta à tensão externa.
Para Cuba, o principal entrave é a ausência de recursos naturais comparáveis aos da Venezuela. Ainda assim, o regime pode avaliar abrir espaço a investimentos condicionados pelo rendimento privado, visando diversificar a economia.
Entre os envolvidos, o governo cubano não descarta diálogo em condições de igualdade. Em contrapartida, representantes norte-americanos mantêm a postura de manter o cerco econômico e buscar mudanças estáveis no longo prazo.
Segundo analistas, a estratégia busca evitar choques e migrações em massa, priorizando uma transição gradual. A abordagem enfatiza estabilidade como elemento central para reduzir riscos regionais e manter pressão sem conflito direto.
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