- o Irã avisou possibilidade de retaliação e afirmou que pode atingir alvos selecionados, incluindo “esconderijos” dos EUA nos Emirados Árabes Unidos, pedindo evacuação de civis em portos da região.
- os EUA realizaram ataques a instalações militares iranianas no centro de petróleo de Kharg, com resposta iraniana anunciando novas ações contra a região.
- operações de carregamento de petróleo foram suspensas em Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, com imagens de fumaça visíveis nos locais.
- autoridades dos EAU receberam orientação para evacuar portos, docas e áreas próximas, como Jebel Ali, Khalifa e Fujairah, citando ataques aos lançadores de mísseis nos portos.
- o Irã afirma que pretende defender sua soberania e que continuação dos ataques pode levar a ações na região; o Comando Central dos EUA disse ter atingido mais de noventa alvos iranianos na ilha de Kharg.
O Irã avisou que poderá atacar alvos selecionados, incluindo esconderijos dos EUA nos Emirados Árabes Unidos (EAU), após ataques americanos à Ilha de Kharg. Civis receberam orientações de evacuação de áreas próximas a portos no território emirático.
Forças dos EUA haviam atingido, na véspera, instalações militares na ilha de Kharg, principal centro de petróleo do Irã. Em resposta, o Irã disse que defenderá sua soberania e indicou que parte dos EAU pode ser alvo. Portos, docas e esconderijos norte-americanos estariam entre os alvos.
Operações de carregamento de petróleo foram suspensas em Fujairah, no Leste dos EAU, segundo fontes da indústria. Imagens de TV mostraram nuvens de fumaça sobre o terminal, que exporta parte relevante do petróleo bruto da região.
Um porta-voz militar iraniano pediu evacuação de portos, docas e esconderijos dos EUA nos EAU, alegando que os alvos ficam nesses locais. O comunicado reforçou a linha de que o Irã reagiria a lançamentos de mísseis franceses norte-americanos vindos de áreas portuárias.
Donald Trump ameaçou atacar a infraestrutura de petróleo de Kharg, caso Teerã continue ataques a embarcações no Estreito de Ormuz. O presidente dos EUA afirmou ter destruído alvos militares na ilha, em publicação publicada nas redes sociais.
A situação trouxe tensões para o mercado global, com o Estreito de Ormuz ainda sob risco de interrupção. O Irã afirmou que pode ampliar o uso de armas mais poderosas e que partes dos EAU são alvos legítimos.
O Ministério das Relações Exteriores dos EAU não respondeu imediatamente às acusações de Teerã sobre Kharg. No sábado, também foi divulgado um balanço de ataques com nove mísseis balísticos e 33 drones lançados pelo Irã em direção aos EAU.
Moradores próximos aos portos de Jebel Ali (Dubai), Khalifa (Abu Dhabi) e Fujairah receberam mensagens para deixar as áreas. O Irã disse que mirar-se-ia em bancos norte-americanos no Golfo Pérsico, além de instalações militares e navios no entorno.
O Irã já havia marcado que a hidrovia deveria permanecer fechada como ferramenta de pressão. Nos EUA, o Comando Central afirmou ter atingido mais de 90 alvos iranianos na Ilha Kharg, incluindo minas navais e bunkers de mísseis.
Analistas regionais destacam que a escalada agrava o peso econômico para capitais árabes do Golfo, que não iniciaram o conflito e agora enfrentam consequências diretas. O episódio mantém a atenção internacional em jogo estratégico e logístico no litoral persa.
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