- Manifestantes antigoverno atacaram um escritório do Partido Comunista na cidade de Morón, região central de Cuba, na madrugada de sábado, em protesto contra cortes de energia e escassez de alimentos.
- Vídeos nas redes sociais mostram incêndio e pessoas apedrejando janelas; a Reuters verificou a localização em Morón, a cerca de quatrocentos quilômetros a leste de Havana.
- O bloco de Cuba com os Estados Unidos se intensificou após restrições à petróleo venezuelano e ameaças de tarifas, agravando a crise econômica do país.
- O governo cubano diz ter iniciado conversações com Washington para tentar neutralizar a crise; protestos públicos são raros no país.
- Na segunda-feira, estudantes protestaram na Universidade de Havana após a suspensão das aulas presenciais, atribuída ao bloqueio de petróleo e à escassez de combustível.
Manifestantes antigoverno atacaram um escritório do Partido Comunista na região central de Cuba na madrugada deste sábado, segundo o jornal estatal Invasor. O ato ocorreu em Morón, cidade litorânea a cerca de 400 km a leste de Havana, em meio a protestos contra cortes de energia e escassez de alimentos. Observadores relatam que o protesto começou de forma pacífica, mas ficou violento nas primeiras horas da manhã.
Vídeos nas redes sociais mostram incêndio amplo e pessoas arremessando objetos nas janelas do prédio. A Reuters confirmou a localização de um vídeo em Morón, sem conseguir precisar a data exata de gravação, mas indicou que o material é recente.
Bloqueio e cobranças do uso de petróleo
Estados Unidos aprofundaram medidas contra Cuba após a detenção do líder venezuelano Nicolás Maduro, principal aliado externo. O governo norte-americano reduziu envios de petróleo venezuelano para Cuba e sinalizou tarifas para fornecedores que vendam combustível ao país, aumentando a pressão sobre uma economia já afetada pela escassez de bens essenciais.
O governo de Cuba informou ter iniciado conversas com Washington para buscar a neutralização da crise. Enquanto isso, protestos violentos são incomuns no país, onde a constituição de 2019 garante o direito de manifestação, embora uma lei específica permaneça no Congresso, limitando o enquadramento legal dos atos públicos.
Desdobramentos locais e contexto
A região de Morón já foi ponto de manifestações significativas no passado, incluindo episódios de 2021. Relatos indicam que a violência atingiu outras unidades estatais, como uma farmácia e um mercado do governo, durante o tumulto.
Na segunda-feira, estudantes ocuparam as escadarias da Universidade de Havana após a suspensão de aulas presenciais, atribuída ao bloqueio de petróleo e à restrição de transporte público. A queda na mobilidade dificulta atividades acadêmicas em várias cidades.
Observação final sobre a cobertura
A edição atual prioriza fatos verificados, sem conjecturas ou opiniões, mantendo a linha informativa. As informações aqui compiladas refletem os relatos de veículos de imprensa locais e internacionais com verificação de localização de imagens.
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