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Trump pede aliados para proteger o Estreito de Hormuz; Irã promete retaliação

Trump convoca aliados a proteger o Estreito de Hormuz enquanto o Irã ameaça escalada, elevando riscos para o abastecimento de petróleo global

An LPG gas tanker at anchor as traffic is down in the Strait of Hormuz, in Shinas
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  • O Irã ameaça escalada na região em retaliação aos ataques aéreos dos EUA; Trump pediu que aliados enviem navios de guerra para assegurar o Estreito de Hormuz.
  • O conflito já está na terceira semana, com recusa de negociações diplomáticas por parte dos EUA segundo três fontes próximas às negociações.
  • O Irã continua os ataques, incluindo drone que atingiu um importante hub de energia nos Emirados Árabes Unidos; EUA alertaram cidadãos a deixarem o Iraque após ataque a uma embaixada em Bagdá.
  • Trump pediu a países como China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido para enviar navios; não houve sinal claro de compromisso imediato.
  • O Irã afirmou que responderá a qualquer ataque a instalações de energia; os ataques de Irã a Kharg Island foram contestados pelos EUA, que afirmam ter atacado mais de noventa alvos militares no local.

DUBAI/JERUSALÉM/PALM BEACH, 15 de março (Reuters) – A escalada no Oriente Médio viu o Irã ameaçar ampliar retaliações após ataques aéreos dos EUA em um polo de energia, enquanto o presidente dos EUA, Trump, pediu a aliados para enviar navios de guerra para garantir o Estreito de Hormuz.

Trump afirmou, em postagem no Truth Social, que países que recebem petróleo pelo Estreito devem cuidar da passagem e que os EUA vão coordenar ações para acelerar o processo. A solicitação foi feita no fim de semana, sem sinal imediato de adesão de parceiros.

O conflito entra na terceira semana, com sinais de endurecimento de ambas as partes. Três fontes disseram à Reuters que a administração de Trump rejeitou esforços de aliados da região para iniciar negociações diplomáticas para encerrar a guerra.

O Irã manteve a defesa, rejeitando qualquer cessar-fogo enquanto ataques aéreos dos EUA e de Israel persistirem. Forças iranianas continuam a realizar ações, incluindo ataques com drones em Sharjah, nos Emirados Árabes, no fim de semana.

Com o desdobramento dos ataques, há interrupções no abastecimento de petróleo, segundo fontes da indústria. Partes da operação de carregamento foram suspensas em Fujairah, no Emirado, após ataque com drones.

O governo dos Emirados afirmou que um drone foi interceptado, e equipes de defesa civil ainda trabalham para apagar incêndio causado por detritos. O país atua como hub global de reabastecimento marítimo.

Trump passou o fim de semana em Mar-a-Lago, na Flórida, mantendo perfil baixo, mas mantendo contatos públicos. A situação no Estreito de Hormuz tem relevância geoeconômica, uma vez que o canal é vital para o fluxo mundial de petróleo.

A França informou esforços para formar coalizão para manter passagem segura, enquanto o Reino Unido indicou que discute opções com aliados para assegurar o transporte de petróleo na região. EUA disseram ter atacado alvos militares no Kharg Island.

O Kharg Island, a cerca de 24 quilômetros da costa iraniana, é alvo de ações dos EUA, que afirmam visar alvos militares, não de energia. O Irã promete responder a qualquer ataque aos seus recursos energéticos.

O Ministério de Defesa iraniano afirmou ter lançado mísseis balísticos e drones contra alvos na região dos Emirados Árabes, em retaliação, segundo autoridades iranianas. O governo iraniano também pediu evacuação de civis de zonas portuárias na região.

A tensão segue elevada, com impactos reconhecidos na estabilidade regional e nos mercados de energia. O Estreito de Hormuz permanece uma rota crucial, sujeita a decisões estratégicas de múltiplos países e a uma comunicação contínua entre as partes envolvidas.

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