- Infanticide de crianças nasce com deficiência tem diminuído na África, mas abandono infantil continua alto em várias regiões.
- A doença/social stigma sobre deficiência ainda leva famílias a abandonar ou recusar cuidados para crianças, especialmente em zonas rurais.
- No Quênia, Ruth Mulongo foi pressionada pela mãe a matar a filha recém-nascida; a bebê foi jogada em um damo e Mulongo hoje atua como pastora infantil, apoiando famílias.
- Hospitais e instituições de saúde são, muitas vezes, pontos de abandono não formalizados, pois não há leis de “safe haven” na maioria dos países africanos.
- Ministérios cristãos de cuidado à deficiência promovem cirurgias corretivas, reabilitação e educação, com pastores e redes de apoio que ajudam famílias a aceitar a criança.
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Na África, as taxas de infanticídio caíram nos últimos anos, mas o abandono de crianças continua a ser um problema, especialmente em áreas rurais. A revisão de casos mostra mudanças legais e o papel de organizações cristãs na desmistificação da deficiência.
Em Kenya, estudos e relatos apontam que ainda há pressão social para ocultar ou eliminar bebês com deficiências. Em Bungoma County, um caso antigo de 17 anos envolve uma jovem que, pressionada pela mãe, quase cometeu o crime; a comunidade descobriu a criança e houve fuga. O episódio evidencia o estigma que envolve a gravidez fora do casamento e a percepção de “maldade” associada à deficiência.
Dados recentes indicam que, embora haja avanços legais e maior proteção de direitos, o abandono de crianças continua relevante em várias regiões do continente. Polícia e autoridades registram picos nesse tipo de ocorrência. A superstição persiste entre comunidades, contribuindo para decisões precipitadas de familiares.
Em Nigeria, relatos de 2025 indicam que o infanticídio de crianças com albinismo e de mães falecidas no parto ainda ocorre em determinadas áreas ao redor de Abuja. Tribos locais atribuem poder ou presságios a esses grupos, alimentando práticas violentas em contextos familiares e comunitários.
Em Uganda, autoridades expressaram preocupação em 2023 com o aumento do abandono de bebês perto de Kampala, reforçando a necessidade de políticas de proteção. Em Kenya, casos de abandono são observados em serviços de saúde, onde famílias buscam evitar custos ou constrangimentos sociais.
Temas de apoio aparecem em iniciativas religiosas e de organizações de defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Centros de saúde cristãos realizam cirurgias corretivas e reabilitação para condições tratáveis; ministérios de inclusão trabalham para reduzir o preconceito e oferecer suporte às famílias.
O caso de Ruth Mulongo, em Kenya, mostra caminho de recuperação e mobilização comunitária. Após superar o trauma, ela passou a atuar como líder religiosa e conselheira de famílias, auxiliando na educação sobre deficiência e na ligação com serviços de apoio.
Mulongo coordena visitas domiciliares, orienta casais e envolve familiares para reduzir o estigma. Ela também compartilha sua própria história para mostrar que a pressão social não deve ditar o futuro de uma criança. O objetivo é criar ambientes mais inclusivos.
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