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Ilha de Kharg, importância estratégica para o Irã

Ilha de Kharg, terminal iraniano, concentra 90% das exportações de petróleo; ataques dos EUA atingiram instalações, mas a infraestrutura permanece

Desde os anos 1960, a ilha funciona como um ponto estratégico, com instalações de armazenamento e oleodutos que a conectam a alguns dos principais campos de petróleo e gás do país
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  • Ilha de Kharg abriga o maior terminal petrolífero do Irã, com infraestrutura de armazenamento e oleodutos conectando‑a aos principais campos; a capacidade é de até sete milhões de barris por dia.
  • O local é essencial para as exportações iranianas, respondendo por cerca de noventa por cento do petróleo bruto enviado ao exterior, com a China como principal destino.
  • Na sexta-feira, treze de março de dois mil e vinte e seis, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter bombardeado a ilha.
  • No sábado, o Comando Central dos EUA informou ter atingido alvos militares na ilha, mas a infraestrutura petrolífera foi preservada; segundo a agência iraniana Fars, as exportações continuaram sem interrupção.
  • A ilha é considerada estratégica desde os anos sessenta e ataques a Kharg podem impactar o mercado global; Trump disse, em postagens posteriores, que poderia atacar novamente apenas por diversão.

Em 13 de março de 2026, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ter ordens de bombardeio feitas pelo Exército americano na Ilha de Kharg, no Golfo Pérsico. Kharg abriga o maior terminal petrolífero do Irã e responde por uma parcela relevante das exportações de petróleo, com a China como principal destino.

No dia seguinte, o Comando Central dos EUA informou ter realizado um ataque de precisão na ilha, atingindo instalações de armazenamento de minas navais, bunkers de mísseis e outros alvos militares. A nota oficial sustentou que a infraestrutura petrolífera permaneceu preservada, apesar de mais de 90 alvos iranianos terem sido atingidos.

Segundo a agência Fars, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica, as exportações do Irã continuaram sem interrupção na tarde de 14 de março. Trump publicou em redes sociais que, na prática, a infraestrutura petrolífera não foi destruída, condicionando novas ações a alterações na passagem de navios pelo Estreito de Hormuz.

Contexto estratégico

A Ilha de Kharg, com 8 km de extensão, abriga o maior terminal do Irã para armazenar petróleo antes da exportação marítima. A água ao redor permite a atracação de grandes petroleiros, o que facilita o envio para diversos mercados, principalmente a China. O local é considerado o coração da infraestrutura energética iraniana.

Relatórios internacionais apontam que o terminal tem capacidade para operar com até 7 milhões de barris por dia e está conectado a campos de petróleo e gás por meio de uma rede de oleodutos. Pequenas intervenções ou ataques com danos à ilha podem impactar o cenário global de petróleo segundo análises de veículos especializados.

Desdobramentos e histórico

Nos últimos anos, o terminal ganhou capacidade para carregar até 10 superpetroleiros simultaneamente, conforme coberturas de grandes veículos de imprensa. A última rodada de ataques intensos a Kharg ocorreu durante a Guerra Irã-Iraque (1980-1988), quando houve danos significativos, mas a recuperação foi concluída posteriormente.

Autoridades iranianas indicaram que houve explosões intensas na ilha em 13 de março, com registros de abalos semelhantes a tremores durante horas de atividade de refinarias. No dia 14, Trump afirmou em entrevista que grande parte do local havia sido destruída, sinalizando a possibilidade de novas ações futuras caso haja interferência na passagem de navios pelo estreito.

Fontes: The New York Times, Financial Times, Fars News Agency.

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