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UE estuda ajudar a reabrir Estreito de Hormuz, rejeita ameaças de Trump

UE avalia forma rápida de manter Ormuz aberto; Alemanha e Espanha resistem a ampliar a missão Aspides diante de Trump

La jefa de la diplomacia europea, Kaja Kallas, discute con el ministro de Exteriores eslovaco, Juraj Blanar, en la cita de ministros de Exteriores en Bruselas
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  • Ministros de exteriores da União Europeia discutiram formas de manter o estreito de Ormuz aberto, sem acatar as amenazas de Donald Trump à OTAN.
  • A alta representante, Kaja Kallas, propôs alterar o mandato da missão naval Aspides para ampliar a navegabilidade na região, mas Alemanha e Espanha resistem.
  • O chefe da diplomacia espanhola, José Manuel Albares, afirmou que o mandato atual está adequado e ressaltou a prioridade de desescalar o conflito, não recorrendo a solução puramente militar.
  • Países como Alemanha e Luxemburgo manifestaram ceticismo quanto à extensão de Aspides e defenderam que não há base para invocar o artigo cinco da OTAN no momento.
  • Kallas também mencionou discutir com o secretário-geral da ONU, António Guterres, uma possível iniciativa similar à saída do grano ucraniano, para Ormuz, além de considerar uma coalizão de voluntários na região.

O estreito de Ormuz voltou a figurar no radar da União Europeia, que discute maneiras de facilitar a reabertura da passagem marítima sem recorrer a ações militares automáticas. A ideia central é evitar o encerramento do estreito, previsto em razão do conflito entre Irã e potências regionais, bem como as advertências do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a OTAN caso aliados não contribuam com a reabertura.

Entre os temas em pauta, está a possibilidade de modificar o mandato da missão naval europeia Aspides para ampliar a atuação na região. A alta representante da UE para Política Externa, Kaja Kallas, defende discutir essa alternativa, enquanto países como Alemanha e Espanha mostram resistência a alterações no alcance da missão, mantendo o foco na desescalada do conflito.

Ao chegar à reunião de ministros de Exteriores da UE em Bruxelas, o ministro espanhol das Relações Exteriores, José Manuel Albares, afirmou que o mandato atual de Aspides está adequado e funcionando, destacando que a prioridade é reduzir a escalada e buscar soluções políticas para a região. Dados oficiais indicam que a missão atua, principalmente, para proteger navios no Mar Vermelho, frente a ataques de rebeldes houthis no Iêmen.

O ministro alemão das Relações Exteriores, Johann Wadephul, expressou ceticismo quanto a ampliar a atuação da missão para incluir o estreito de Ormuz, afirmando que a OTAN não tem decisão sobre o tema e que não haveria necessidade de uma intervenção da aliança na área, a menos que haja consenso interno entre os 27 membros.

Kallas sinalizou uma opção considerada mais rápida: adaptar, com ajustes pontuais, a operação já existente na região para abranger o Ormuz. A ideia é manter a via de navegação aberta se os Estados-membros aceitarem a proposta, caso contrário a União decidira seguir por outra linha. A comissária estônia também mencionou a possibilidade de depender de uma coalizão de voluntários, sem detalhar.

Paralelamente, a chefe da diplomacia europeia revelou conversas com o secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre uma iniciativa similar àquela negociada para facilitar a saída de grãos ucranianos pelo Mar Negro, envolvendo a ONU, Rússia, Turquia e Ucrânia. A proposta visa garantir fluxo de petróleo e fertilizantes, evitando impactos na segurança alimentar global.

A demanda de Trump, apontando para consequências se seus aliados não apoiarem a reabertura, também foi tema de debate. Kallas reiterou que o estreito de Ormuz está fora da área de atuação da OTAN e que nenhum país da aliança está posicionado no local. Luxemburgo também afirmou que não há base para invocar o Artigo 5 da OTAN neste momento.

No âmbito nacional, a posição de Espanha foi corroborada pela Austria e China? Não se incorra em erro: seguem-se posições de países europeus. O ministro luxemburguês de Exteriores destacou que o uso de pressão para obter apoio não é o caminho adequado, sublinhando a importância de manter a OTAN estável. O ministro alemão reforçou a ideia de que qualquer ação requer discussão entre os membros e consenso.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, informou que manteve contato com o presidente americano por telefone para tratar da abertura do estreito de Ormuz, evitando ampliar a atuação militar britânica para a região. A comunicação enfatizou a necessidade de abrir a passagem ao tráfego marítimo, sem comprometer a defesa dos interesses nacionais. O governo britânico destacou que a atuação no Golfo permanece orientada pela proteção de ativos aliados, sem adotar uma ofensiva contra Irã.

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